segunda-feira, 23 de outubro de 2017

“DAI POIS A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, E A DEUS O QUE É DE DEUS.”



Evangelho de Mt22,15-21

Neste dia mundial das missões, somos convidados a fortalecer o nosso ideal de discípulo missionário.
Anunciar o evangelho é o anseio de todo àquele que deseja viver e transmitir a sua fé!
Como anunciadores da Boa nova do Reino de Deus, que caminha dentro do espírito da fé e do compromisso com a igreja missionária, somos convocados a dar continuidade a missão de Jesus, reafirmando com o nosso testemunho, a nossa adesão ao projeto de Deus!
 É o amor a Deus, que motiva milhões de missionários e missionários, a fazerem às vezes de Jesus no mundo, levando ao outro, a sua proposta de vida nova, possibilitando-o a conhecer a verdade que liberta.
No evangelho que a liturgia deste Domingo nos convida a refletir, podemos perceber claramente, que os piores inimigos, aqueles que querem nos distanciar de Deus, podem estar presentes dentro de nós, que são a ganância, a ambição o desejo do ter e do poder... Foram esses inimigos, cultivados no coração das lideranças políticas e religiosas do tempo de Jesus, que os cegaram, não os deixando enxergar, na pessoa de Jesus, a presença do Messias, o Cristo Filho de Deus!
Com a adesão do povo a Jesus, a ira dessas autoridades que detinham o poder, tanto religioso, quanto político, cresceu ainda mais. Porém, Jesus, não se intimidou diante destes seus opositores, Ele continuava falando do Reino abertamente sem medo, deixando-os enfurecidos, dispostos a fazer qualquer coisa, para deter Jesus.
Fariseus e herodianos, que eram grupos rivais, ao se sentirem ameaçados pela a presença de Jesus, abriram mão de suas divergências para se unirem no mesmo propósito: eliminar Jesus, tirá-lo do caminho deles.
Para evitar um confronto direto com o povo, e não manchar a imagem deles, eles, acharam melhor, incitar o próprio povo contra Jesus, armando uma cilada para pegá-lo em alguma palavra, na presença do povo. As autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para executar este plano. Aproximando de Jesus, eles disseram: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?”
Esta pergunta maldosa, revestida de uma aparência de fidelidade a Deus, era na verdade, uma intenção de acusar Jesus: Se Jesus dissesse: "deve pagar” Ele  poderia ser acusado junto ao povo, como amigo dos romanos, provocando assim,  uma revolta no povo que odiava os romanos. 
Por outo lado, se Jesus dissesse: “Não deve pagar”, Ele poderia ser acusado junto às autoridades romanas, como subversivo. Portanto, a armadilha  parecia perfeita, para esses dois grupos, (fariseu e herodianos) Jesus não tinha saída. Porém Jesus, na sua sabedoria Divina, não perdeu tempo com discussões, limitou-se apenas em dizer: “Trazei-me uma moeda para que eu a veja. “Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda? “Eles responderam: “É de César’. “Então Jesus disse”: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Jesus disse isto, porque Ele sabia que eles já reconheciam a autoridade de César, ou seja, já estavam dando a Cesar o que era de Cesar. O que faltava, era eles devolverem a Deus, o que era de Deus, isto é, o povo, que eles escravizavam! 
E assim, o plano arquitetado pelos os opositores do projeto de Deus, mais uma vez, cai por terra, mostrando-nos que as forças do mal, nunca vencem  o bem!
Muitos de nós, condenamos as atitudes dessas autoridades que tramaram contra Jesus, mas será que nós também, de alguma forma, não estamos tramando contra Ele, planejando, ou desejando algo, contra o nosso irmão? Será que estamos acolhendo bem, um novo integrante que chega com ideias novas na nossa comunidade? Ou ficamos enciumados, com medo dele se destacar e tomar o nosso lugar? 
O que estamos dando a Deus? Estamos entregando a Ele os frutos produzidos através dos dons que Ele nos deu?
A vida é a maior expressão do amor de Deus, não conduzi-la para o bem, é não dar a Deus o que é de Deus! 
Partilhar a vida, praticar a justiça, o perdão, é viver a lei do amor, é dar a Deus o que é de Deus.

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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domingo, 17 de setembro de 2017

“NÃO TE DIGO ATÉ SETE VEZES, MAS ATÉ SETENTA VEZES SETE.”



Evangelho de Mt18,21-35

Quantos de nós, professamos a nossa fé em Jesus, dizemos seus seguidores, quando na prática, agimos de forma contrária a Dele! Rezamos a oração do Pai Nosso, onde pedimos perdão a Deus, pelas as nossas ofensas, mas não cumprimos o que prometemos a Ele, não perdoamos aquele que nos ofendeu!
A falta de perdão interrompe o nosso relacionamento com Deus, mas não fecha o seu coração de Pai, pois Deus, ao contrário de nós, não coloca ponto final, numa história de amor!
No evangelho que a liturgia deste Domingo, nos convida a refletir, Pedro, aproximou-se de Jesus, e perguntou-lhe: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” E para chamar a nossa atenção, sobre a importância do perdão, Jesus conta a parábola do servo cruel, a história de um servo, que mesmo sendo perdoado pelo o rei, não perdoou ao seu devedor e por isso foi duramente castigado.
Com esta parábola, Jesus advertiu Pedro, e hoje a nós: “É assim que meu Pai fará convosco, se cada um, não perdoar de coração ao seu irmão.”
Quem não está aberto ao perdão, não deveria rezar a oração o Pai Nosso, pois uma oração, sem o cumprimento do que se promete a Deus, não tem valor, é uma oração vazia, não chega a Ele. (“...assim como nós perdoamos a quem nos ofendeu...”)
Não é fácil perdoar, isso todos nós sabemos, mas se recorrermos a Deus, com certeza, Ele nos ajudará a vencer esse desafio, a quebrar a muralha que nos separa do irmão e simultaneamente de Deus!
Jesus, na cruz, nos deu um grande exemplo de perdão, ao perdoar aqueles que o torturava: “Pai perdoa-lhes! Eles não sabem o que estão fazendo.” (Lc 23,34).Toda vez, que sentirmos dificuldades em perdoar alguém, lembremo-nos deste grande exemplo de Jesus, e com certeza, o nosso coração se abrirá ao perdão.
O perdão é uma questão de decisão, de humildade, exercitá-lo, é reconhecer que não somos modelos de perfeição, que também falhamos. É reconhecendo que somos falhos, que vamos relevar a falha do outro!
A falta de perdão nos faz mal, fecha o nosso coração à graça de Deus, enquanto que o perdão nos traz um bem estar, uma paz interior!
Assim como Deus acolhe o pecador arrependido, e esquece todo o seu passado, nós também, deveríamos fazer o mesmo: perdoar e acolher aquele que nos ofendeu!
As palavras de Jesus, no evangelho de hoje, provocam-nos  a um grande desafio: perdoar sem limites, quantas vezes for necessário!  Como tornar isso possível, se humanamente estamos sempre  prontos para o revide? Jesus vem quebrar esta barreira do ego humano, nos convidando a pôr fim no círculo vicioso da vingança, dando ás ofensas que recebemos uma resposta de amor! 
É despindo do nosso orgulho, que viveremos a alegria do perdão, a alegria de perdoar e de ser perdoado! 
Perdão, é libertação, libertação para quem dá, e para  quem recebe o perdão!
"É perdoando que seremos perdoados!"

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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