sábado, 19 de agosto de 2017

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

Evangelho - Lc 1,39-56



Neste domingo a Igreja celebra uma das festas mais importantes e mais antiga da sua história, que é Assunção de Maria ao céu.
           
Com alegria e toda devoção nós festejamos hoje a grande festa da Mãe de Jesus e nossa mãe. Maria, a jovem de Nazaré, que foi escolhida do Alto para gerar em seu corpo o Messias, o Salvador. A Assunção de Maria é uma verdade professada desde os primeiros séculos, tanto no Oriente como no Ocidente, foi proclamada dogma pelo papa Pio XII como verdade de fé no dia 1 de novembro de 1950 pela bula Magnificentissimus Deus.
           
Nós cristãos católicos do mundo inteiro, alimentamos a nossa devoção a esta jovem que aceitou o chamado de Deus, sem nenhuma exigência nem condições. Maria viveu como nenhum outro ser humano a proximidade de Deus e nunca tirou daí qualquer vaidade.
           
Maria é toda cheia de graça. Plena da graça de Deus como nenhum santo no mundo o foi.  Ela se prontificou a colaborar com o Plano de Deus. Maria sendo um ser humano como qualquer um de nós, foi e é a ponte entre nós e Jesus.  Jesus atende os seus pedidos, pois ela jamais lhe pediria algo que não estaria de acordo com a vontade do Pai.
            
A pessoa de Maria é muito importante pois ela gerou, transportou em seu corpo  por 9 meses, o próprio Deus que se fez homem e veio habitar no meio de nós. Por isso hoje comemoramos o dia em que Maria foi acolhida, completamente, de corpo e alma, no céu, porque ela acolheu o céu nela, no seu corpo.
           
O grande valor de Maria reside no fato de que ela, pela sua humildade e muita fé, mereceu ser a escolhida de Deus para através da sua pessoa  enviar o seu Filho ao Mundo. Deus não precisava de Maria para realizar o seu Plano de salvação. Porém Ele quis precisar dela.
           
Maria assim como todos nós, foi criada por Deus, portanto ela é filha de Deus. Por outro lado, Maria sendo mãe de Jesus, e se Jesus provou ser o próprio Deus através dos seus milagres, logo Maria também é mãe de Deus.  Repetindo, Maria é filha de Deus e ao mesmo tempo é mãe de Deus. É muito simples de entender isso, pois se trata de um silogismo verdadeiro.  Todos entendem, porém nem todos aceitam. Fazem questão de contestar, e relegar Maria a um plano secundário no projeto de Deus.
           
Quando estava na casa de Isabel, Maria recita um cântico a Deus, que ficou conhecido como o “Magnificat".
           
Hoje podemos interpretar o Magnificat, como um tradutor do projeto de Deus: Pois esse canto revela que Deus recorre aos humildes para realizar suas grandes obras. Ele escolhe aqueles que para o mundo, são pessoas insignificantes e humildes no sentido pejorativo. No sentido de desprezíveis, sem nenhum valor social e econômico. No Magnificat encontra-se o semblante das pessoas “humildes”. Aqueles que na nossa sociedade atual, são os sem tetos, os excluídos, os sem terras, os desprezados, os rebaixados, os humilhados, os oprimidos. Para a sociedade atual, humildade é sinônimo de "sem status".  Pois para os "importantes" certo é ser arrogante e orgulhoso.
           
Maria era uma moça humilde no bom sentido. Isto é, aos olhos de Deus. Foi por isso que ela foi escolhida. E nesse fato maravilhoso acontecido e atestado, na pessoa de Maria, os cristãos podem ver claramente que Deus não opera por meio dos poderosos. Ele escolhe os fracos para confundir os fortes, ou os que se consideram fortes ou poderosos, mas no fundo ou na realidade, muitos deles não passam de corruptos, que conseguem ser grandes não pelas próprias forças ou virtudes, mas sim, porque  vive pisando ou explorando os pobres, humildes, inocentes e iletrados.
           
Caríssimos.  A assunção de Maria foi a sua merecida glorificação no céu. Com Maria são coroadas a entrega e a dedicação de todos aqueles e aquelas que se dedicam na missão de levar o Evangelhos a quantos podem. Com a coroação de Maria também é coroada a Igreja dos pobres de Deus que hoje caminha rumo a eternidade.

A ASSUNÇÃO DE MARIA ACONTECEU ASSIM:

            Três anos antes de morrer, ela recebeu de Jesus o anúncio de sua morte, no monte das Oliveiras. Em sua casa, em Jerusalém, ela dormiu – daí, a tradição da Dormição de Maria. Jesus veio ao seu encontro nesse momento. Ele pede aos apóstolos que preparem o corpo e o levem até um lugar indicado por ele, no vale de Josafá. Quando ali chegam, eles depositam o corpo de Maria e se sentam à porta do sepulcro. Jesus aparece rodeado de anjos, saúda-os com o desejo de paz, reafirma a escolha de Maria para que dela ele pudesse nascer e pede aos anjos que levem a sua alma para o céu. Jesus ressuscita o seu corpo. Quando o corpo chega ao céu, Jesus coloca a alma novamente no corpo glorioso e a coroa como rainha do céu (cf. a tradição apócrifa sobre Maria, agrupada com base em 15 evangelhos apócrifos, em nosso livro História de Maria, mãe e apóstola de seu Filho, nos evangelhos apócrifos - 2006b).
A Dormição de Maria nasce da fé em que Maria não morreu, mas dormiu. E, por ter sido levada ao céu, assunta, nasceu a terminologia Assunção, usada a partir do século VIII. Essa festa começou a ser celebrada liturgicamente na Igreja do Oriente, no século VI, isto é, entre os anos 600 e 700, propriamente no dia 15 de agosto, a mando do imperador Maurício. A Roma, a festa chegou no século VII.
O dogma da Assunção de Maria, diferentemente da maioria dos dogmas da Igreja Católica, foi proclamado recentemente, em 1950, pelo papa Pio XII, com a bula Munificentíssimo Deus. O texto diz o seguinte: “Definimos ser dogma divinamente revelado: que a imaculada mãe de Deus, sempre virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.
Mesmo que não esteja dito expressamente no dogma, a Assunção de Maria é o mais apócrifo dos dogmas. Para a fé, acreditar que Maria foi assunta ao céu de corpo e alma significa crer, como afirma Afonso Murad, que “Maria não precisou esperar o fim dos tempos para receber um corpo glorificado. Depois de sua vida terrena, ela já está junto de Deus com o corpo transformado, cheio de graça e de luz. Deus antecipou nela o que vai dar a todas as pessoas de bem, no final dos tempos” (cf. citado por Faria, 2006b, p.181).  (freiJacir de Freitas Faria ).
        
Prezados irmãos. A assunção de Maria é dogma incontestável. Caso contrário seremos desligados da fé católica.  O papa Pio XII decretou o seguinte a respeito desse dogma: ...se alguém, e que Deus não o permita, se atrevesse a negar ou voluntariamente colocar em dúvida o que por Nós foi definido, saiba que separou-se totalmente da fé divina e católica” (Constituição Dogmática “Munificentissimus Deus”, 01-11-1950).
Portanto, não se trata de ter uma fé cega, baseada em dogmas, mas sim,  trata-se do devido respeito a mãe de Jesus a que devemos venerar e dedicar a nossa devoção.
           
É bem verdade que Jesus disse que tudo o que pedirmos ao Pai em seu nome, Ele nos concederá.  Tem gente que se prende a esta frase isolada, para dizer que quando precisa pede direto a Deus por Jesus, como são todas as orações da Santa Missa. Sim, isso é certo, e não podemos deixar de rezar ao Pai por meio de Jesus. Mas é muito importe também a intercessão de Maria. Pois é preciso lembrar que Maria, sendo humana como todos nós, é ela a pessoa indicada para interceder por nós diante de Jesus, o qual por sua vez irá interceder ao Pai.

Mãe puríssima, ajude-nos a sermos puros.
Mãe castíssima, ajude-nos a sermos castos.
Mãe imaculada, rogai a Jesus por nós, para que Ele nos dê força para vencer as tentações.
Mãe da sagrada família, rogai a Jesus pela paz nas nossas famílias.
Mãe poderosa, rogai a Jesus para que Ele perdoa os nossos pecados.
Mãe...protetora... 
Mãe...de Jesus...

Bom domingo.
José Salviano.

FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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domingo, 6 de agosto de 2017

“ESTE É O MEU FILHO AMADO, NO QUAL EU PUS TODO MEU AGRADO.”

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR.



Evangelho de Mt17,1-9

A Igreja, no mês de agosto, nos convida a refletir sobre a importância de descobrirmos e de vivermos a nossa vocação! Quem vive a sua vocação, encontrou sentido para sua a vida!
A vocação nos direciona ao serviço, a sermos construtores de um mundo melhor, dando testemunho de Jesus, na família, na comunidade, na sociedade...
Quando nos colocamos a serviço da vida, já estamos respondendo a nossa vocação primeira, nos posicionando contrários a qualquer sistema que gera morte!
Jesus nos chama a exercer um determinado serviço, a assumirmos livremente uma missão, quem diz “sim” ao seu chamado, tem o caminho aberto para desenvolver o dom que Deus lhe deu.
Somos peregrinos da fé, dispostos a percorrer o mesmo caminho que Jesus percorreu, atualizando esta caminhada, no contexto do mundo de hoje.
Enxertados em Jesus, não vamos ter dificuldades em viver de acordo com o  plano de Deus, no respeito e no cuidado com o que lhe é de mais precioso, que é a vida humana!
O Evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, narra a transfiguração de Jesus!
“Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz.”
A transfiguração de Jesus foi um prenuncio do seu retorno glorioso para o Pai, momento, em que Ele revela aos discípulos, de forma visível, a sua intimidade com o Pai, assegurando-os da sua ressurreição!
Na transfiguração, os discípulos Pedro, Tiago e João, puderam visualizar o encontro de Jesus com o Pai. A partir de então, eles, que andavam tristes, com as últimas revelações de Jesus, sobre o desfecho dolorido, de sua trajetória terrena, se encheram de alegria, com a certeza, de que a vida e ação de Jesus, não terminariam com a sua morte! 
Jesus não transfigurou diante de todos os discípulos, Ele escolheu apenas três, provavelmente, por serem os mais fortes, os que aguentariam tamanha emoção!
 Pedro Tiago e João, tiveram a alegria de  testemunhar a gloria de Jesus junto ao Pai! Um testemunho, que eles deveriam guardar, e  que a pedido de Jesus, só deveria ser revelado aos outros, após a sua ressurreição.
Assim como Pedro desejou construir três tendas para que eles pudessem ficar no alto da montanha com Jesus, longe dos perigos e sem precisar batalhar a vida, nós também, certamente, desejaríamos o mesmo!   Essa pode ser a nossa grande tentação dos dias de hoje: buscar a nossa comodidade, o nosso bem estar, sem pensar na necessidade do outro. 
Rezar, ouvir e meditar a palavra agrada a Deus, mas Ele quer que façamos muito mais! Deus quer, que  desçamos do alto da “montanha”, que voltemos à planície, pois é aqui, neste chão duro, que Ele quer contar conosco, na construção do seu Reino, no amparo de tantos irmãos, que dependem da graça de Deus agindo em nós, para se transfigurarem. 
Precisamos sair de nossas tendas, abrir mão da nossa zona de conforto, descruzar os nossos braços, desvendar os nossos olhos e nos por a caminho, afinal, há muito que fazer neste mundo, que a cada dia vai perdendo de vista, o  horizonte da paz!
A transfiguração de Jesus nos trouxe a certeza, de que há uma vida melhor por vir! Este episódio deve nos animar, afinal, foi transfigurado, que Jesus nos mostrou o lado positivo da cruz! Estejamos certos: A cruz não é sinal de morte, e sim, sinal de vitória, de vitória da vida sobre a morte!
Não deixemos que os ventos contrários, apaguem o brilho do rosto transfigurado de Jesus, um  brilho, que ficou impregnado em todos os que creem  Nele! Cultivemos este brilho, na certeza, de que ele nos servirá de farol, nas nossas passagens, pelos os túneis escuros de nossa vida.

NESTE DOMINGO, REZEMOS PELA A VOCAÇÃO À VIDA SACERDOTAL.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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