sábado, 20 de janeiro de 2018

“SEGUI-ME E EU FAREI DE VÓS PESCADORES DE HOMENS.”



Evangelho de Mc1,14-20

Deus não somente nos deu a vida, como quis também, fazer parte da nossa vida, caminhar conosco, se tornar um de nós!
Não fomos criados para sermos meros viventes, fomos criados para relacionar com Deus, e esta relação amorosa se faz por meio de Jesus! Jesus é o único mediador entre o céu e a terra, estar com Ele, é estar com Deus!
No nosso encontro pessoal com Jesus, descortinam-se  novos horizontes,  ampliando a nossa visão, nos fazendo enxergar além do que os olhos  humanos alcançam!
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, narra os primeiros passos de Jesus na vida pública, quando Ele começa a desenvolver o projeto de Deus, que tem como prioridade a vida humana. O que  aconteceu num momento conflituoso, logo após a prisão de João Batista, o que não intimidou Jesus, pelo o contrário, o encorajou ainda mais.
A prisão de João Batista, ao mesmo tempo em que marcou um tempo de grandes turbulências, marcou também, o início de um tempo novo, quando as promessas de Deus começam a se cumprirem com a chegada do Messias! “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e credes no evangelho!”
 Quando Jesus disse: “O reino de Deus está próximo”  Ele fala de si mesmo, pois a sua pessoa, é a própria presença do Reino próxima daquele povo e hoje de nós!
Graças ao testemunho de João Batista, Jesus não entrou na história como um desconhecido, antes Dele se manifestar como o Filho de Deus, o povo já sabia que Ele era o enviado de Deus: o Messias! 
“Eis aí o Cordeiro de Deus...” A partir desta apresentação de João Batista, inicia-se um tempo de graça, a palavra de Deus começa a ganhar vida nas ações vivificantes de Jesus! 
Se quisesse, Jesus poderia realizar as obras do Pai sozinho, mas Ele quis contar com um pequeno grupo de pessoas, que participando diretamente do seu dia a dia, presenciando os seus feitos, poderiam mais tarde, dar testemunho Dele no mundo!
Para formar esta pequena comunidade, que mais tarde seria chamada de Comunidade dos Apóstolos, (enviados), Jesus não foi atrás de pessoas letradas, seus primeiros escolhidos, saíram das margens do mar da Galileia. O seu olhar, pairou sobre os pescadores, homens simples, porém corajosos, trabalhadores, acostumados com os desafios de buscar o sustento de cada dia, nas profundezas do mar, de mares, muitas vezes revoltos!
Mediante ao chamado de Jesus, estes pescadores, não hesitaram em deixar tudo para segui-lo! De pescadores de peixes, eles  passaram  a serem  pescadores de gente, dispostos a lançar as suas redes nas profundezas do mar humano.
Foi graças ao testemunho desta primeira comunidade, fundada por Jesus, que a mensagem do evangelho, chegou até nós e continua chegando a muitos corações, de geração em geração!
Hoje, somos nós, os convocados a dar continuidade a missão de Jesus  aqui na terra, a sermos instrumentos de paz em meios aos conflitos!
É urgente a necessidade de homens e mulheres corajosos, pessoas dispostas a lançar suas redes em águas mais profundas!
É apontando Jesus ao outro, é abrindo caminho, construindo ponte entre irmãos, que daremos testemunho de Jesus, sendo sal e luz do mundo, como Ele mesmo afirma que o somos em: Mt5,13-14.
Mais importante do que ser Cristão, é ser discípulo de Jesus, pois o discípulo não só crê em Jesus, como também se torna íntimo Dele, seu aprendiz! A convivência com Jesus, transforma a vida do discípulo,  o inquieta, o faz ter pressa de levar ao outro, o que aprendeu do Mestre, é a partir daí, que ele passa a ser missionário (a) um anunciador da Boa Nova do Reino!
O reino de Deus está próximo de nós! Para fazermos parte deste Reino, isto é, fazermos parte da vida de Jesus, só nos é exigida uma condição: a conversão do coração! Sem uma mudança radical de vida, não tem como fazer parte do Reino de Deus, que é fundamentado no amor. Quem não ama, se exclui do Reino...
Deus quer salvar a humanidade convocando cada um de nós para uma missão, Ele quer contar com a nossa disposição, com o nosso serviço na construção de um mundo melhor! Ser indiferente ao seu chamado, é ignorar o seu projeto de vida nova para todos. 
Abracemos a nossa missão, sem temer os ventos contrários, pois a nossa sustentação está em Jesus!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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sábado, 11 de novembro de 2017

“... FICAI VIGIANDO...”



Evangelho de Mt 25,1-13


Quantos de nós, perdemos tempo, buscando explicações para o inexplicável, querendo  saber como e quando acontecerá o fim dos tempos. O que nem Jesus sabia: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai.”  (Mc 13,32 )Não precisamos saber nada sobre como e quando acontecerá  o fim dos tempos, o que precisamos  saber mesmo,  é como conduzir a nossa vida presente.  Vivendo esta vida presente, de acordo com a vontade de Deus, estaremos nos preparando para que a nossa passagem desta vida para a outra, seja um novo nascimento, o  nascimento para  uma vida sem tribulações.
Como e quando acontecerá esta  nossa passagem,  não sabemos, mas pela a  fé e a nossa confiança nas palavras de Jesus, sabemos que a nossa morte física, não será o fim, e sim, o começo  de uma nova vida, de uma vida em plenitude, que Jesus compara com uma festa de núpcia.
No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, Jesus,  lembra-nos  através de uma parábola, que a sua segunda  vinda, pode acontecer a qualquer momento, daí, a importância de estarmos o tempo todo preparados.
Estar preparado,  não significa estar preocupado,  e sim, ocupado em fazer o bem, em viver o evangelho, dando a nossa resposta de fé, às varias situações humanas.
A parábola diz que dez virgens, foram, com suas lamparinas, esperar o noivo para a festa nupcial. Cinco delas, eram imprevidentes, não levaram óleo suficiente, caso houvesse um atraso  do noivo. Já as outras cinco, foram previdentes, pesaram na possibilidade de um atraso do noivo e por isso,   levaram óleo de reserva.  Como aconteceu um atraso do noivo, que só chegou no meio da noite, as lamparinas das cinco virgens imprevidentes, começaram a apagar  e elas tiveram que sair as pressas, para comprar o óleo. Aconteceu que enquanto elas se ausentaram, o noivo chegou, e elas não puderam entrar  para a festa,  pois a porta de entrada  já havia sido fechada.
Esta parábola, rica em detalhes,  vem nos falar  de vigilância,  de uma vigilância  constante, pois não sabemos a que hora e dia, o Senhor virá. Devemos estar sempre atentos, preparados,  pois a qualquer momento podemos ser surpreendidos com o chamado do Senhor, um chamado,  a participarmos da festa de  núpcias, preparada pelo o Pai!
Para entendermos melhor a mensagem que Jesus quer nos passar através desta parábola, é bom termos em mente, que Jesus conta esta parábola, fazendo referencia ao rito de casamento entre os judeus. As festas de núpcias eram muito bem preparadas  e de longa duração.  As cerimonias,  aconteciam  no mesmo local da festa.  Ao contrário de hoje, era a noiva que ficava esperando pelo o noivo, que chegava de forma festiva, sendo recebido por um grupo de moças, que muito bem vestidas, aguardava-o do lado de fora, com suas lamparinas acesas. Elas tinham que esperar pelo o noivo, já com as suas lamparinas acesas, pois não dava tempo,  de acendê-las na hora de sua  chegada, pois tudo  era  muito rápido na portaria, a festa mesmo, acontecia dentro do recinto. Certamente, era um acontecimento muito bonito, o noivo, indo ao encontro da noiva, ladeado de  belas jovens com suas lamparinas acesas!
As virgens que não foram previdentes, ou seja, que não contaram com um possível atraso do noivo, ficaram de fora da festa, simbolizando  os desatentos de todos os tempos, os  que só querem curtir o momento presente, sem investir na vida futura, que não  se  abastecem  com o óleo da fé!  
O sentido da parábola, reforça o convite a prontidão, as  jovens, somos nós, o povo, uns previdentes, outros não.  O noivo, é Jesus, o casamento, ou seja,  o evento, simboliza a  segunda vinda de Jesus, que pode demorar para uns, e ser rápido para  outros.
No batismo, recebemos o Espírito Santo,  a luz que nos ilumina e ilumina o mundo,  não podemos deixar que esta luz se apague por falta de óleo, o óleo da fé! Se nos faltar este óleo, nossas “lamparinas” se apagarão, e ficaremos de fora da grande festa, pois o céu, é todo em  luz, lá, não há lugar para “lamparinas’ apagadas.
No finalzinho  do evangelho, Jesus nos faz um  alerta: “Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.


FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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