sábado, 2 de julho de 2016
SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO.
Evangelho de Mt16,13-19
Com imensa alegria, celebramos hoje, a festa de São Pedro e São Paulo, dois pilares que sustentam a nossa Igreja!
Vindos de realidades completamente diferentes, estes dois homens, Pedro, um simples pescador e Paulo, um Judeu culto de origem romana, deixaram-se conquistar por Jesus se entregando por inteiros a serviço do Reino de Deus! E assim, como o próprio Jesus, deram a vida pela causa deste Reino!
O evangelho que a liturgia desta solenidade nos convida a refletir, vem nos despertar sobre a importância de conhecermos bem Jesus, de nos tornarmos íntimos Dele!
Sem aprofundarmos no conhecimento a Jesus, não vamos entrar na dinâmica do Reino, não vamos compreender, que para ganhar a vida, é preciso passar pela cruz!
O texto nos diz, que Jesus, no desejo de saber se o povo e os discípulos, já haviam entendido o seu messianismo, pergunta-lhes: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do homem? Para esta pergunta, surgiram várias respostas, afinal, é fácil responder em nome do outro, não compromete! Já quando esta mesma pergunta, é direcionada aos discípulos, vem o silencio, pois desta vez, a pergunta requer uma resposta pessoal, o que exige comprometimento!
Pedro foi o único que respondeu, e respondeu com firmeza: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” Esta resposta, agradou Jesus, pois Ele sabia que esta afirmação de Pedro, era fruto da sua convivência com Ele! Por esta profissão de fé, Pedro é convocado para uma missão desafiadora: ser a pedra sobre a qual, Jesus construiria a sua Igreja! “... Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja...”
Este episódio, chama a nossa atenção sobre a responsabilidade de quem afirma conhecer Jesus! Saber quem é Jesus é muito mais do que saber que Ele é Deus, afirmar que conhece Jesus, implica em dar testemunho Dele, em comprometer com a sua causa!
Olhando a escolha de Pedro, para conduzir a sua Igreja, podemos perceber, que Jesus construiu a sua Igreja sobre a fragilidade humana! Jesus não edificou a sua igreja a partir de homens considerados grandes pelo o mundo, mas sobre Pedro, um homem frágil, sujeito a falhas, que representa os homens de toda a história da Igreja: homens santos e pecadores!
Antes de entregar a Pedro, a responsabilidade de conduzir a sua Igreja, Jesus não questiona o seu passado, não lhe faz nenhuma exigência, a não ser, o seu compromisso em transformar o seu amor por Ele em cuidado para com o que lhe é de mais precioso: o povo!
Ao escolher Pedro para a liderança da sua Igreja, Jesus demonstra a sua compreensão para com a fragilidade humana! Pedro, era de um temperamento extremamente forte, Jesus sabia que mais tarde, ele o negaria, mas mesmo assim, Ele confiou no seu dinamismo, na sua fidelidade!
A escolha de quem conduziria a barca de Jesus, não caíra sobre um homem especial, e sim, sobre um homem comum, dotado de virtudes e defeitos, como qualquer um de nós, o que nos mostra, quão é grande a diferença entre os critérios dos homens e os critérios de Deus; os homens, escolhem pessoas capacitadas para os cargos de lideranças, enquanto que Deus, capacita aquele que Ele escolhe.
Com a volta de Jesus para o Pai, Pedro assume o seu legado e a igreja missionária, fundamentada no amor a Jesus, conduzida pelo Espírito Santo, sobre a liderança de Pedro, dá o seu primeiro passo rumo a uma nova Jerusalém, tendo mais tarde, a grande colaboração de Paulo, que representa a igreja itinerante!
O amor a Jesus, é o fundamento de toda comunidade cristã, numa comunidade cujo centro é Jesus, um líder não se destaca pela sua autoridade, e sim, pelo o seu amor a Jesus transformado em serviço!
A missão da Igreja consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição de Jesus! Sua grande riqueza está na abertura a todos os povos e culturas!
A Igreja é unidade, ela é a guardiã do amor, do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
Pedro e Paulo são modelos de discípulos missionários, com suas virtudes e fraquezas, mas sobre tudo, pelo o seu amor e fidelidade a Cristo e a sua Igreja.
Nesta solenidade, unamos em oração pelo nosso Pastor, o sucessor de Pedro, represente legítimo de Jesus aqui na terra: o Papa Francisco.
São Pedro e São Paulo roguem a Deus por nós!
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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sábado, 4 de junho de 2016
Evangelho Lc 7,11-17
Por onde passamos, é comum depararmos com pessoas tristes, sem esperanças, pessoas carregando pesadas cruzes, necessitadas do nosso amparo, e muitos de nós, fingimos não vê-las!
Quando nos inteiramos dos ensinamentos de Jesus, vamos mudando esta nossa postura de indiferença diante dos que sofrem!
Os ensinamentos de Jesus, vão mudando o nosso conceito sobre a vida, nos despertando para a importância de sermos solidários!
É Jesus em nós, quem vai direcionando o nosso olhar para os que sofrem, que nos faz passar de indiferentes a atentos a suas necessidades!
O amor à Jesus, nos move, nos torna sensíveis, nos aproxima do irmão que sofre!
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, nos fala de um encontro entre dois cortejos que seguiam em direção contrária!
De um lado, seguia o cortejo da vida, da alegria, da esperança, tendo Jesus à Frente! Do outro lado, o cortejo da dor, da amargura, do sofrimento, tendo à frente, um morto.
Esses dois cortejos, ao se encontrarem, passam a caminhar no mesmo sentido, o sentido da vida!
A iniciativa da aproximação do cortejo da vida com o cortejo da morte, parte de Jesus. Naquele encontro, Jesus depara com uma viúva levando seu único filho para ser sepultado!
Tomada pelo o sofrimento da perda do seu único filho, aquela mãe, nem percebe a presença de Jesus, mas Ele a enxerga e se compadece dela!
Jesus sabia, que além da dor da perda do seu único filho, aquela viúva, teria pela frente sérias dificuldades quanto a sua sobrevivência.
É que naquela época, quando uma mulher ficava viúva, ela não herdava os bens deixados pelo marido, quem ficava responsável por estes bens, era o filho mais velho, era este filho quem ficava encarregado de prover o sustento de sua mãe. E quando a viúva não tinha filhos, ela era condenada a viver na miséria, pois estes bens, eram confiscados pelas autoridades e a viúva ficava a mercê da caridade alheia.
Jesus traz de volta a vida, aquele que estava morto! Ao levantar aquele jovem, Jesus levanta também, aquela mulher que estava condenada a marginalização a depender da caridade alheia para sobreviver.
O relato chama a nossa atenção sobre a importância de termos um olhar sensível, um olhar semelhante ao olhar de Jesus, um olhar que não somente constata a necessidade do outro, como busca meios de amenizar o seu sofrimento!
Em toda sua trajetória terrena, Jesus sempre teve um cuidado especial para com os pequenos, principalmente para com os órfãos e as viúvas. Estes, tinham e continuam tendo muitas dificuldades para retomarem a vida depois das perdas.
O texto, nos alerta sobre a importância de sermos solidários com as pessoas que sofrem. Como filhos do mesmo Pai, irmãos em Cristo, somos corresponsáveis pela vida do outro, temos o dever de ser apoio para ele nos momentos difíceis, como nas perdas de entes queridos.
Tão importante quanto providenciar o sepultamento daquele que se vai, é cuidar daqueles que ficam, principalmente em se tratando de órfão, ou viúva.
O que deve chamar mais a nossa atenção neste episódio, não é o milagre em si, e sim, o que moveu Jesus a realizar aquele milagre, que foi a sua sensibilidade diante daquele que sofre!
Devolvendo a vida ao filho daquela viúva, Jesus devolve a ela a sua dignidade, o seu sustento, poupando-a de ser mais uma vítima dos fariseus, acostumados a explorar as viúvas apoderando-se de tudo que por direito lhe pertencia.
Assim como Jesus compadeceu da viúva de Naim, ele compadece de todos, que hoje se sentem cansados, aflitos, marginalizadas...
É confortante saber que Jesus assume a dor de cada um de nós, que Ele nos ajuda a carregar as nossas cruzes.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
Fonte: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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