domingo, 8 de abril de 2018
“COMO O PAI ME ENVIOU TAMBÉM EU VOS ENVIO.”
II DOMINGO DA PÁSCOA – DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA
Evangelho de Jo20,19-31
Neste segundo Domingo da Páscoa, escolhido pela a Igreja, como o Domingo da Divina Misericórdia, somos chamados a renovar a nossa fé mediante o Cristo Ressuscitado, tornando-nos misericordiosos uns para com os outros, como Ele é misericordioso para conosco.
A misericórdia foi a centralidade da vida de Jesus, suas palavras, ações, expressavam misericórdia!
Misericórdia e perdão são duas palavras diferentes, mas na vida, elas estão interligadas, pois não existe perdão sem misericórdia e nem misericórdia sem perdão.
“A liturgia de hoje, nos apresenta a comunidade de Homens Novos, que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus, que é a Igreja! A missão da Igreja consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição”.
“A paz esteja convosco.” Depois de dizer estas palavras para os discípulos, Jesus sopra sobre eles o Espírito Santo. Cheios do Espírito Santo, eles se libertam do medo que os aprisionava! A paz do Cristo Ressuscitado, não os isentaria da cruz, mas lhes daria força e coragem para que eles pudessem assumir o desafio da missão.
Ao soprar o Espírito Santo sobre os discípulos, Jesus faz recordar o sopro do Criador ao dar vida a criatura humana, gesto que Jesus Ressuscitado repete, como início de uma nova criação!
“Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhe será perdoados; a quem não perdoardes, eles lhe serão retidos. ”Jesus concede o poder de perdoar pecados, a um grupo específico de pessoas, que eram os apóstolos, e que hoje são os sacerdotes, os padres.
É Deus quem tem o poder de perdoar pecados, Jesus recebe este poder, e o concede à sua Igreja, através dos apóstolos, trata-se do sacramento da reconciliação. É importante entendermos: “pecados retidos” não significa uma condenação, e sim, um renovado apelo à conversão!
No sopro do Espírito Santo sobre os apóstolos, é expressa a criação renovada, é o Espírito Santo que recria a comunidade dos apóstolos e descerra suas portas para a missão! Os apóstolos, só conseguiram tomar atitudes corajosas para anunciar o evangelho, depois de receberam o Espírito Santo!
O Texto nos fala também da incredulidade de Tomé. Muitos, de nós, vemos Tomé, como um homem sem fé, o próprio Jesus o exortou dizendo: “Não sejas incrédulo, mas fiel”! Além do mais, ele não aderiu a fé quando os discípulos atestaram terem visto Jesus, Tomé não acreditou no testemunho deles, pretendendo uma constatação pessoal. Esta postura de Tomé simboliza todos os que precisam ver para crer.
A figura de Tomé, à princípio, ficou manchada pelo o seu vacilo na fé, mas após o seu encontro com o Cristo Ressuscitado, ele se redime dando um grande testemunho de fé! Diante o Cristo Ressuscitado, Tomé faz uma belíssima profissão de fé: “MEU SENHOR E MEU DEUS!” Profissão de fé, que muitos de nós, fazemos, nas celebrações Eucarísticas: "Meu Senhor e meu Deus!"
Um simples vacilo na fé, não pode manchar uma pessoa, pois todos nós estamos sujeito a passar por estes momentos de fraqueza , o importante é fazer como Tomé, não permanecermos na incredulidade.
“Bem-aventurados os que creram sem terem visto.” Mesmo antes da nossa existência, já estávamos incluídos nesta Bem aventurança, ou seja, somos felizes, porque cremos na ressurreição de Jesus, mesmo sem ter visto.
Com a ressurreição de Jesus, a vida divina entrou na vida humana, e assim, como as sementes são espalhadas pelo o vento, o anúncio da ressurreição de Jesus, espalhou por todos os rincões da terra como fagulhas de fogo a incendiar o coração da humanidade.
"MEU SENHOR E MEU DEUS!
FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olivia Coutinho
FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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sábado, 17 de março de 2018
“QUEREMOS VER JESUS!”
Evangelho de Jo12,20-33
Nestes dias em que fazemos o caminho para a Páscoa do Senhor Jesus, revivendo seus últimos passos rumo a cruz, queremos proclamar com mais veemência a nossa fé, colocando em prática tudo o que aprendemos durante este nosso caminhar!
A liturgia deste tempo de graça, nos conscientizou de que a nossa vida, só tem sentido se vivida na perspectiva da vida eterna, nos fez mergulhar no mistério do amor do Pai, nos mostrando o quão é grande o seu amor por nós!
O evangelho que a liturgia deste 5º Domingo da Quaresma, coloca diante de nós, nos convida a pautar a nossa vida no exemplo de Jesus, a assumir a nossa fé, com todas as suas consequências.
O texto começa dizendo, que entre as pessoas que haviam subido para adorar a Deus, durante a festa dos Judeus, estavam também, alguns gregos, que sentiram desejosos de ver Jesus. Certamente, esses gregos já haviam ouvido falar Dele, razão pela a qual, eles queriam vê-lo.
Filipe, um dos discípulos de Jesus, cujo nome era de origem grega, foi o escolhido como intermediário, talvez pela origem do nome. Eles disseram a Filipe: “Senhor, queremos ver Jesus!”
Filipe convidou André, e os dois, levaram o fato ao conhecimento de Jesus, que não se manifestou, mas, provavelmente, ao tomar conhecimento, que a sua palavra, já atingia outros povos, (no caso os gregos) o tenha motivado a falar abertamente de sua morte para os discípulos. Naquelas alturas, Jesus, convicto da necessidade da sua morte, para que o mundo fosse redimido, dá como encerrada a sua missão aqui na terra, dando a entender, que a partir de então, Ele só seria visto na cruz.
Ciente do bem que sua morte traria para a humanidade, Jesus abraça a cruz, como abraçasse a todos nós, pois seria pela a Cruz, que Ele nos libertaria do cativeiro, nos devolvendo a vida.
Mesmo na iminência de um grande sofrimento, Jesus ainda encontra força para falar da fecundidade da vida, referindo-se aos frutos que seriam produzidos com a sua morte.
A caminho da cruz, Jesus fala de vida, dando o exemplo de uma semente que só produz frutos, quando cai na terra e morre. “Se o grão de trigo que cai na terra e não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muitos frutos.”
Ao falar da dinâmica de uma semente, Jesus fala de si mesmo, Ele se via, como aquela semente, que precisaria morrer, para produzir frutos, do contrário Ele não passaria de mais um pregador, que passara por este mundo.
Falando claramente da sua morte, Jesus já delega aos discípulos, a incumbência de fazê-lo conhecido, não somente por aqueles gregos, que queriam vê-lo, mas pelo o povo do mundo inteiro, o que de fato aconteceu. Foi depois da sua morte e ressurreição, que Jesus ficou conhecido em todos os rincões da terra!
Finalizando a sua trajetória terrena, Jesus adverte os discípulos e hoje a nós, sobre o perigo do apego à vida terrena! A sua mensagem é muito clara: somente quem é desapegado, desprendido, está livre para segui-lo!
Quem deseja verdadeiramente seguir Jesus, deve apresentar-se a Ele, completamente livre de qualquer apego. O apego escraviza, é uma forma ilusória de resguardar a vida, vida, que nem pertence a nós, pois pertence a Deus.
Quando resguardamos a nossa vida, podemos até nos sentir protegidos de algum infortuno, mas não realizaremos a vontade de Deus, não produziremos os frutos esperados por Ele.
“Queremos ver Jesus!” São muitos, os que querem "ver" Jesus, mas desconhecem o caminho para chegar a Ele. Gastemos a nossa vida, para que o outro tenha mais vida, tornemo-nos caminho para leva-lo a Jesus.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
Fonte: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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