sábado, 15 de outubro de 2016

QUEM VIVE EM DEUS ESTÁ EM CONSTANTE ORAÇÃO!



Evangelho de  Lc 18,1-8

A nossa vida tem que ser a nossa oração, porque nós somos de Deus, viemos Dele e para Ele retornaremos! Tudo que fazemos de bom é oração, porque o fazemos em Deus! Quem vive em Deus, está em constante oração, porque realiza tudo com amor e toda atitude de amor chega a Deus, portanto, é  oração!
O coração de quem vive em oração, reconhece a necessidade de Deus, por isto  é um coração que busca preencher-se  Dele, é também  um coração insistente que nunca desiste, porque acredita na promessa de Jesus: ”... peçam e lhes será dado! Batam, e abrirão a porta para vocês!” Lc11, 9-10
Na Celebração Eucarística, o celebrante diz: “Corações ao Alto. ” E nós respondemos: “ O nosso coração  está em Deus.” (Coração em Deus, significa um coração em constante oração!)
No evangelho de hoje, Jesus ressalta a importância de sermos perseverantes na oração! E para nos conscientizar sobre a necessidade de rezar sempre, Ele nos conta uma parábola! (Os dois personagens desta parábola, continuam presentes no mundo de hoje: de um lado, os pobres, clamando por justiça, simbolizados pela viúva, do outro lado, a classe dominante que massacra os pequenos, simbolizada pelo o Juiz desonesto).
O fato da parábola, fazer uma comparação entre o Juiz desonesto e Deus, põe em relevo o contraste entre ambos: se até um Juiz desonesto que não teme a Deus, atende um pedido insistente de uma viúva, imagine Deus que é infinitamente amor, que ama os seus filhos, o que Ele não fará por cada um deles?
Jesus nos aconselha a sermos insistente com Deus em nossos pedidos, mas temos que ter o cuidado de não termos a pretensão de querer convencer a Deus das nossas necessidades, afinal, do que precisamos, Ele já sabe!
O Sentido das  nossas súplicas deve  partir do reconhecimento  das nossa fragilidade, da nossa total dependência de Deus, sem Deus não somos nada, por nós mesmos ficamos a perecer.
Quem confia somente no potencial humano e não busca o auxílio de Deus, vive como um barco a deriva, sem direção, é levado pelo vento, não experimenta a graça de Deus!
O respiro de Jesus era realizar a vontade do Pai, para manter-se fiel a Ele, Jesus rezava incessantemente, podemos constatar isto em várias passagens do evangelho. Pautar a nossa vida no exemplo de Jesus é entregarmos totalmente a Deus!
A oração é o exercício da fé, só reza quem tem fé, quem confia na misericórdia de Deus! 
Da mesma forma que o nosso corpo necessita do alimento material para nos manter de pé, também a nossa fé, necessita da oração diária para manter-se viva e atuante! 
No final do evangelho, nos é deixada uma interrogação: “O Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” Esta pergunta de Jesus, não sabemos responder,  mas ela  nos adverte sobre a importância de darmos testemunho da nossa fé, pois a caminhada de um povo que busca Deus, é sustentada pelo o  testemunho de fé. O nosso  testemunho de fé, desperta  no outro o desejo de fazer a  mesma  experiência que fazemos,  portanto,  temos a responsabilidade de mantermos acesa no mundo, a chama da fé!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho


FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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domingo, 9 de outubro de 2016

"JESUS, MESTRE, TEM COMPAIXÃO DE NÓS!"



Evangelho de Lc 17,11-19

A todo instante, Jesus nos convida a sermos propagadores do amor de Deus, não somente com palavras, mas principalmente com as nossas ações do dia a dia! Com o nosso testemunho de vida em Deus, motivamos o outro a fazer a experiência deste amor no  encontro com Jesus!
Como seguidores de Jesus, comprometidos com o anuncio do evangelho, não podemos ficar indiferentes  às inúmeras graças que recebemos de  Deus  e nem deixar que irmãos nossos, desconheçam a verdade que liberta!
 Muitas vezes, o que aflige o nosso irmão, não são os problemas em si, e sim, a falta de disposição para enfrentá-los por não verem nenhuma perspectiva pela frente!  São muitos, os que não conseguem sair de situações difíceis, por falta de motivação, por falta de alguém  que  lhes mostre o Deus da vida, o Deus que é maior do que o seu problema!
Podemos ter fé, mas se não aplicarmos na nossa vida, os ditos e feitos de Jesus, não daremos testemunho do seu amor, portanto, o reino de Deus não irá acontecer através de nós. O Reino de Deus só acontece através de nós, quando assim como Jesus, nos tornamos fonte de libertação para o outro, eliminando as trevas de sua vida!
A narrativa do evangelho deste Domingo, nos mostra, o quanto é importante propagar o amor de Deus no mundo!  Foi graças a esta propagação, que dez leprosos se  libertaram de um mal que lhes causava, além das feridas no corpo, feridas profundas na alma.  Condenados pela sociedade, a viverem excluídos do convívio social, sem o  contato  com a família, estes dez homens,  sobreviviam nas periferias, num total abandono. É neste abandono, que Jesus, caminhando para Jerusalém, os  encontra! Certamente, aqueles leprosos, já tinham ouvido falar do poder de Deus na pessoa de Jesus, isto é,  o amor e  a  misericórdia de Jesus, já havia sido propagados pelo o povo naquelas redondezas, o que despertou neles, a esperança de serem curados por Jesus!
Cientes de suas limitações, eles não ousaram  em aproximar de Jesus, mas de longe gritaram: “Jesus, Mestre, tem piedade de nós!”. Jesus é muito breve neste encontro, apenas ordena-os a irem até os sacerdotes, pois só eles, poderiam liberá-los para o convívio  social, após constatar a sua cura, cura, que Jesus sabia que iria acontecer ao longo do caminho!  
(A lepra, hoje conhecida com  hanseníase, era uma doença incurável, quem a contraia  era considerado impuro, condenado ao isolamento, a viver fora do convívio social, religioso e familiar e quando alguém se livrava deste mal, a sua cura era considerada como obra exclusiva de Deus.)
Em obediência a Jesus, os leprosos, cheios de esperança,   tomam o caminho indicado por Jesus e durante o percurso, percebem que estão curados!  Um deles, logo que se viu livre da lepra, retorna  ao encontro do Sacerdote, o sacerdote Maior, aquele que lhe concedera a cura: Jesus! Prostrado a seus pés, ele recebe também a cura interior, ou seja a sua Salvação. Este, era um samaritano, considerado inimigo dos judeus, foi o único  que ao sentir tocado pela intervenção de Deus em seu corpo, quis também experimentá-la no seu interior! Uma atitude que podemos constatar  com a sua decisão de  retornar à Jesus
Antes de receber a cura, aquele  samaritano,  grita Jesus de longe, curado, ele toca em Jesus, numa atitude de reconhecimento de que Jesus era o próprio Deus! É este reconhecimento que o  levou a ficar totalmente livre de tudo o que lhe escravizava: doença, preconceito, abandono e principalmente o pecado...
É por isso, que este samaritano, vindo de um povo que não honrava a Deus, recebeu a cura física e interior e simultaneamente a salvação entrou na vida dele,  enquanto que os outros nove, que eram judeus, se contentaram somente com a cura física, não quiseram voltar para receber a cura interior!
Jesus questiona: “e os outros nove, onde estão?” Este  questionamento de Jesus,  não significa que Ele queria um agradecimento verbal, o  que  entristeceu Jesus,  foi o fato deles não se interessarem pela cura interior, negando a salvação.  Os nove,  perderam  a oportunidade  de experimentarem  a ação de Deus em suas vidas, numa cura total, ou seja, a cura do corpo e da alma, como alcançou o samaritano!
A salvação é um presente que Deus concede a todo aquele que crê em Jesus e que se dispõe a  segui-lo.
Mais importante do que ser curado fisicamente por Jesus, é  permanecer com Ele, como fez o samaritano!
E nós, com quem identificamos: com o Samaritano? Ou com os nove leprosos  que se contentaram somente com a cura física?


FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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