sábado, 1 de outubro de 2016

Evangelho de Lc17,5-10


Outubro, mês das missões! Um tempo motivador em que a Igreja nos convida a  assumirmos o nosso compromisso missionário, seja na família, na comunidade, ou na sociedade! 
Não tem como ser discípulo de Jesus, sem estar aberto à missionariedade, pois é próprio do discípulo, querer empenhar-se para que outros possam fazer a mesma experiência que ele fez do encontro com o Senhor Jesus!
O espírito missionário se fundamenta na experiência da vivencia com Jesus! É a certeza da presença de Jesus atuando nele, que  motiva  missionário a assumir com maior intensidade e alegria a sua cumplicidade no anuncio do Reino!
Todos nós somos chamados a ser anunciadores da Boa Nova, ou seja, anunciadores da constatação de que a promessa de Deus se cumpriu!
O Evangelho de hoje, chama a nossa atenção, para dois pontos fundamentais para o êxito da nossa caminhada missionária: fé e serviço.
O texto que nos é apresentado começa dizendo, que os apóstolos, fizeram um pedido a Jesus: “Senhor aumente a nossa fé!”
A narrativa  nos leva a crer, que, o que levou os apóstolos a fazer este pedido à Jesus, tenha sido o peso da responsabilidade em assumir o legado de Jesus, a dificuldade em entender o que Ele falava!
Naquelas alturas, já à caminho de Jerusalém, onde se daria o desfecho final da trajetória terrena de Jesus, que culminaria na sua morte de cruz , os apóstolos, já estavam cientes de que seriam eles, os continuadores da missão de Jesus .
Depois de um bom tempo de convivência com Jesus, testemunhando os  seus feitos,  a sua postura   diante as provocações dos seus adversários, a sua capacidade de perdoar eles, que teriam que fazer o mesmo,  certamente, se deram conta, de que precisariam de muita fé para enfrentar os desafios daquela missão, que humanamente parecia-lhes impossível!
Em resposta ao pedido dos apóstolos Jesus disse: “Se tivésseis uma fé mesmo que pequena como um grão de mostarda, podereis dizer a esta amoreira; ’Arranca-te daqui e planta-te no mar,’ e ela vos obedeceria”. O que  nos mostra, que até então, os apóstolos, mesmo estando junto de Jesus, ainda não tinham uma fé suficientemente madura para assumir os desafios da missão!
Continuando, Jesus conta-lhes a parábola do servo, no sentido de despertá-los para a importância de estarem à serviço de Deus! Com esta parábola, Jesus inverte a necessidade dos apóstolos, afirmando-lhes, que eles não precisariam de ter a fé aumentada para aprenderem a servir, e sim, de aprenderem a servir para ter a fé aumentada! 
A fé, é um dom de Deus, que se desenvolve à medida em que nos envolvemos no projeto de Deus, colocando-nos à sua disposição! Portanto, não é Jesus quem vai aumentar a nossa fé, o que vai  aumentar a nossa fé, é a nossa entrega a Deus, a nossa fidelidade e submissão a Ele, traduzidos em serviço!
Nossa fé deve ser dinâmica, operosa e nunca “engavetada!”
Crescemos na fé, à medida  que nos aprofundamos na palavra de Deus, que  nos colocamos como seu  instrumento  a serviço do Reino!
É importante termos a consciência de que a nossa vida não nos pertence, pertence a Deus e que devemos colocá-la à seu serviço, servindo o outro  na gratuidade,  tendo como recompensa, a alegria de ver o irmão feliz!
Praticar a justiça, ser honesto, é nossa obrigação, ninguém precisa receber elogios ou reconhecimento pelo cumprimento do seu dever. 
Sabemos que Deus não precisa de nós, que Ele pode realizar tudo por si só, porém, Deus quer contar conosco, não em vista de si próprio, mas em vista do nosso próprio bem! É por isto que Ele nos chama, a estarmos à serviço do Reino.
Como seguidores de Jesus, não podemos nos contentar com o que já estamos fazendo, pois se Jesus está em nós e nós Nele, podemos fazer muito mais!
Não precisamos de nos sentir incapazes de realizar algo em favor do Reino, de ser sinal Dele  para  o  irmão, pois Deus, no seu  infinito amor aos que precisam de suas mãos em nossas mãos,  é capaz de transformar a nossa visível inutilidade em fonte de Luz para estes! 
A gratuidade no serviço, deve ser a marca de um verdadeiro seguidor de Jesus, afinal não se busca recompensa daquilo que se faz por amor!
Fé e serviço estão interligados, estar à serviço de Deus, é estar na trilha da fé.

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho


Fonte: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

“HAVERÁ ALEGRIA ENTRE OS ANJOS DE DEUS POR UM SÓ PECADOR QUE SE CONVERTE.”


24º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Dia 11 de Setembro de 2016

Evangelho Lc 15,1-32

Neste mundo preconceituoso que não enxerga a “pessoa” somente os seus defeitos, são muitos os excluídos do convívio social e até mesmo religioso, irmãos nossos, que às vezes só precisam de se sentir amados, para mudar de vida! 
É compromisso cristão, trazer de volta ao convívio do Pai, àqueles que se perderam pelos caminhos tortuosos. Acolher estes irmãos, é  dar  a eles a oportunidade de reverem e refazerem as suas vidas!  Deus não desiste da sua criação, para Ele, não existe caminho sem volta e nem ponto final para uma história de amor!
No evangelho de hoje, Jesus,  através de três parábolas, nos convida a sermos misericordiosos para com aqueles que se enveredaram por caminhos contrários mas que desejam voltar, que acolhamos estes irmãos e nos alegremos com a sua volta à vida! O que não significa concordar com os seus erros e sim, acreditar que uma pessoa criada à imagem e semelhança de Deus, pode mudar de vida! 
O ponto fundamental deste evangelho é destacar é a grandiosidade do coração do Pai, um coração misericordioso que vê a pessoa na sua essência  e não o seu pecado e a alegria de retorna à vida!
O texto começa dizendo, que os fariseus e doutores da lei, criticaram Jesus por Ele acolher os pecadores, como se eles (fariseus e mestres da lei) não fossem  pecadores também. Jesus responde a estas críticas, contando  três  parábolas! A primeira e a segunda parábola, podemos dizer que  são gêmeas, pois as duas expressam a alegria de quem encontra a preciosidade que haviam perdido!
A parábola da ovelha perdida, nos fala da alegria do pastor ao reencontrar a ovelha que havia extraviado do seu rebanho, simbolizando a alegria de Deus, quando recebe um filho de volta a casa paterna que é o seu coração!
 Assim como a primeira, a segunda parábola nos fala também de alegria, da alegria de uma mulher que encontra algo que havia perdido e que era de vital importância para sua sobrevivência: uma moeda de prata da qual ela obteria o seu sustento!
Já, a terceira parábola, é bem mais profunda rica em detalhes! Nela, podemos perceber que há um confronto entre a lógica dos homens e a lógica de Deus! É a parábola do filho pródigo, que deveria se chamar: “Parábola do pai misericordioso!”
A história nos mostra com detalhes, a atitude de um pai, perante a conduta de seus dois filhos: a  ingratidão do filho mais novo, que abandona à família para viver uma vida desregrada e a dureza de coração, do filho mais velho, que não é capaz de perdoar os erros do irmão.
É interessante observarmos, que a partir do momento em que o filho mais novo manifesta o desejo de sair de casa, o pai não intervém, deixa o filho partir. Deus também é assim, Ele não interfere em nossas decisões, nos deixa livres para fazermos as nossas escolhas! É importante observarmos também, a repreensão do pai, ao filho mais velho que  sentiu injustiçado diante ao acolhimento caloroso oferecido pelo pai ao irmão mais novo, que na opinião dele, não merecia tamanha honraria.  Postura, que vem nos falar da dureza de coração, de quem não se abre ao perdão!
Na história, podemos perceber ainda, a paciência de um Pai que não desiste do filho, que espera por ele dia pós dia com os olhos fixos no caminho! É assim que o nosso Pai do céu espera por nós: dia pós dia, com o olhar fixo no caminho, como se já nos visse de longe! 
Com estas parábolas, Jesus, além de nos despertar sobre importância do perdão e do acolhimento à aqueles que desviaram do caminho de Deus, nos tranquiliza, pois estes desviados, um dia, pode ser um de nós!
 Através destas pequenas histórias, Jesus não só nos convida a sermos caminho de  conversão  para o outro, como também, a nos convertermos.  É importante termos a consciência de que nós, somos tão pecadores, quanto àqueles que aos nossos olhos se afastaram de Deus.
A parábola do filho prodigo, tem como foco, o amor incondicional do Pai para com os seus filhos, Deus é  um Pai solícito, amoroso, que está sempre pronto para nos perdoar e nos receber de volta, esquecendo todo o nosso passado pecador. O que vale para Deus, é o que somos, a partir da nossa conversão, o nosso passado, para Deus não conta.
São muitos os que estão sobre a terra, mas que se sentem soterrados por não encontrarem motivação para se reerguerem. E quantos de nós, que dizemos seguidores de Jesus, comportamos igual aos fariseus e mestres da lei, ao invés de ajudar estes irmãos a se reerguerem, contribuímos para que eles se percam ainda mais, com a nossa indiferença, com o nosso desamor!
Tenhamos um coração misericordioso, semelhante ao coração do Pai, um coração aberto ao amor, ao acolhimento a aqueles que desejam voltar à vida!
O amor tem uma força irresistível, é caminho que traz de volta àquele que dispersou! Sejamos, pois, a força deste amor na vida do outro, pois, é sendo amada, que uma pessoa aprende a amar!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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