sábado, 6 de outubro de 2018
INVESTIR NA FAMÍLIA É INVESTIR ALTO NA ETERNIDADE!
Evangelho de Mc10, 2-16
Estamos no mês de outubro, um tempo motivador, que vem nos lembrar, da importância de assumirmos com mais empenho o nosso compromisso missionário, seja na família, na comunidade, ou na sociedade.
Não tem como ser discípulo de Jesus, sem estar aberto à missionariedade, pois é próprio do discípulo, querer empenhar-se para que outros possam também, fazer a mesma experiência que ele faz.
O espírito missionário, nasce da experiência do discípulo com Jesus, é esta experiência que o motiva a assumir com intensidade o compromisso de o anunciar o Reino dos céus, pois é através deste anuncio, que outras pessoas , vão ter a oportunidade de conhecer Jesus!
Todos nós somos chamados a sermos missionários, anunciadores da constatação de que as promessas de Deus se cumpriram, Jesus Ressuscitou, pagou com o seu sangue o preço da nossa liberdade!
No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, alguns fariseus, pretendendo colocar Jesus à prova, faz a Ele a seguinte pergunta: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher?” Se Jesus dissesse que não, eles o contestaria já que Moisés havia permitido escrever uma certidão de divorcio e despedir a mulher.
Jesus sabiamente começa a respondê-los com outra pergunta: "O que Moisés vos ordenou?" Eles responderam: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divorcio e despedi-la.” Jesus se opõe, recusa a ver o matrimonio no partir de permissões ou restrições legalistas. Ele coloca o matrimonio para o seu verdadeiro sentido: aliança de amor entre um homem e uma mulher, aliança que é abençoada por Deus, para ser eterna.
Jesus explica aos fariseus, que Moisés só deu aquela permissão, devido a dureza do coração deles, e voltando ao projeto do Criador, Ele retira do homem o privilégio frente à mulher pedindo que haja igualdade entre ambos.
Já em casa, a sós com os discípulos, Jesus ressalta a importância da igualdade entre o homem e a mulher, a importância da família, querendo nos mostrar, que é por meio da família, que o amor se expande no mundo, pois é no seio familiar que o ser humano, a partir da sua concepção começa a ser amado e se desenvolve, aprendendo a amar!
A intenção de Deus, ao criar o homem e a mulher era de formar uma família (casal) e através desta união matrimonial, fundamentada no amor, perpetuar a sua criação.
Quando o casal não cultiva o amor entre eles, a tendência é o esfacelamento da relação, o que é muito doído para ambos, pois ao quebrar a aliança de amor entre o casal, a família é desintegrada.
A família é de origem divina, ela é o berço de todas as vocações, a primeira comunidade humana planejada pela mente perfeita do Criador, quando desfeita esta aliança, os filhos são os mais prejudicados. No finalzinho do evangelho, Jesus enfatiza esta dura realidade, ao acolher as crianças que estavam sendo levadas até Ele e que os discípulos tentavam impedir. Sem o pai e a mãe por perto, a criança perde o vínculo familiar, ficando expostas as mais variadas situações.
Mais do que imperativo moral ou rigorismo legal, o texto quer nos mostrar que, se de fato, queremos viver segundo a vontade de Deus, precisamos passar a ver nossas realidades a partir dos olhos da fé.
Não deixemos que as dificuldades conjugais e familiares, sejam maiores do que o amor que nos uniu, não cedamos aos apelos da sociedade que insiste em nos convencer de que a família está ultrapassada, que tenta nos cegar diante a importância e a graça de ter uma família!
As dificuldades conjugais são superadas, quando se busca soluções à luz da fé.
Investir na família é investir alto na eternidade!
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com/
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sábado, 1 de setembro de 2018
“ESCUTAI TODOS E COMPREENDEI.”
Evangelho de Mc 7,1-8.14-15.21-23
Estamos iniciando o Mês da Bíblia, tempo em que a Igreja nos convida a abrirmos mais vezes, este livro sagrado, para que possamos nos aprofundar mais na palavra de Deus, palavra que orienta, que liberta, que aponta caminhos!
Numa comunidade cristã, que alimenta a sua intimidade com a Bíblia, sempre haverá inovações, avanços significativos, tanto na catequese, quanto na liturgia, como também, no cotidiano das pessoas, pois através da leitura profunda da Bíblia, todos vão se inteirando do querer de Deus.
Quem não procura inteirar-se do querer de Deus, vive na superficialidade, presos nas tradições, cumprindo preceitos, rituais vazios que não chegam ao coração de Deus.
Quantos de nós, perdemos a oportunidade de viver uma intimidade profunda com Deus, por estarmos presos em pormenores, em coisas insignificantes que não nos deixa enxergar o belo da vida!
Temos a tendência de ficar observando o outro, pena, que esta nossa observância, se direciona mais para o ponto fraco das pessoas, o que não nos deixa enxergar, o que há de bom no seu interior! Devido a esse nosso olhar malicioso, vamos perdendo a capacidade de ver além das aparências, de ter uma percepção profunda dos fatos, das pessoas, ainda não aprendemos a ter um olhar de contemplação, um olhar que vai além do que os olhos físicos alcançam, um olhar que nos faz enxergar a pessoa na sua essência!
Enquanto estamos nos ocupando em procurar defeito no outro, deixamos de cuidar do nosso interior, de sermos criteriosos nas nossas escolhas e assim vamos dando espaço para o que não é de Deus, abraçando tudo o que o mundo nos oferece...
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, fala de um questionamento maldoso dos fariseus e mestres da lei, dirigido à Jesus. "Porque os teus discípulos não seguem as tradições dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?."
Fariseus e mestres da Lei, se misturavam à multidão que cercava Jesus, disfarçados de ouvintes Dele, com o objetivo de investiga-lo. Eles queriam saber, qual o tipo de ensinamento que Jesus estava passando para os discípulos e se Ele estava incitando o povo, a não observância das Leis. Havia chegado ao conhecimento destas autoridades, que os ensinamentos de Jesus, não enquadravam com os padrões religiosos estabelecidos por eles.
Para os fariseus e mestres da lei, religião, era observar as tradições antigas, cumprir preceitos, normas, rituais, que nada acrescentava ao ser humano, como lavar as mãos antes de comer, tomar banho depois de chegar da rua, a maneira correta de lavar copos, jarras, vasilhas... Atrás de uma aparente pureza, eles escondiam a dureza dos seus corações, cumpriam rigorosamente as tradições antigas, mas deixavam o principal, eles não viviam o amor e a fidelidade a Deus, não agiam com misericórdia, suas atitudes eram totalmente contrárias à vida.
O texto nos leva a um questionamento a respeito da nossa fé e da nossa vivencia do dia a dia: Estamos sendo coerentes entre o que falamos e o que vivemos?
É importante lembrarmos: Deus não nos olha externamente, para Ele não importa a nossa cor, a nossa posição social, nossa cultura e nem mesmo a nossa religião, para Deus, o importante, é o que cultivamos de bom no nosso interior, ou seja: a pureza do coração, pois é do coração puro que brotam os mais belos gestos de amor!
De nada adianta nossos atos externos se eles não retratam o que somos interiormente. Aos olhos de Deus, a prática exterior, só tem sentido, se for uma expressão do que realmente cremos e vivemos do contrário, são práticas vazias, que nada significam, pois mostram o que na verdade não somos.
O que nos distingue como seguidores de Jesus, não são as nossas muitas palavras bonitas, e sim, a nossa vivencia no amor!
Deixemo-nos impregnar no amor de Jesus, um amor que liberta, que inclui, que nos torna sinal vivo da sua presença no mundo.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! Olivia Coutinho
FONTES: http://homiliadominical2.blogspot.com/
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sábado, 4 de agosto de 2018
“ EU SOU O PÃO DA VIDA.”
Evangelho de Jo6,24-35
Estamos no início do mês de agosto, o mês vocacional, tempo que nos convida à conscientizarmos sobre a importância de assumirmos o nosso compromisso como Igreja na sociedade.
Temos uma missão a cumprir e esta missão, parte do nosso compromisso primeiro: o compromisso com a vida!
Descobrimos o verdadeiro sentido do nosso existir, quando abraçamos a nossa vocação!
Vocação, é um caminho de felicidade e de santidade, é chamado e resposta, é uma semente divina, ligada a um “sim” humano!
A nossa vida em plenitude, não vem pronta de cima, ela é construída aqui na terra, na vivencia do amor, que podemos traduzir em partilha da vida.
Uma vida partilhada se converge em mais vida para outros, aí está, a importância de viver a nossa vocação, fazendo da nossa vida, uma oferta de amor, aproveitando as nossas aptidões para trabalharmos na construção do Reino.
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, fala-nos, que a mesma multidão que fora saciada no episódio da multiplicação dos pães, vai atrás de Jesus, em busca de mais pão.
“Vocês estão me procurando não porque viram os sinais, mas porque comeram dos pães e ficaram satisfeitos”.
Antes da multiplicação dos pães, esta mesma multidão, buscava Jesus, porque gostava de ouvi-lo, mas depois deste episódio, o interesse mudou, a maior parte deste povo, passou a procurá-lo, com o interesse de conseguir o alimento de forma fácil.
Com a multiplicação dos pães, Jesus não quis somente matar a fome daquela multidão, como quis também, despertar no povo, o espírito da partilha, a buscarem o Pão da vida eterna, que era Ele!
O ensinamento passado por Jesus na multiplicação dos pães, não fora absorvido, a multidão estava tão voltada para o pão material, que não fora capaz de entender a profundidade daquele sinal, um sinal, que apontava para algo bem maior do que o pão material: o Pão da vida que é Jesus!
A partir daquele episódio, Jesus passou a ser visto como um milagreiro, alguém que matava a fome do povo num passe de mágica, o que não condiz com a verdade do evangelho. Deus, não enviou seu Filho ao mundo, com a finalidade de resolver as questões humanas, e nem para realizar milagres, Jesus veio ao mundo para nos ensinar a viver, para nos mostrar com a sua vida, o caminho que nos leva ao Pai. Um caminho que perpassa pela a partilha da vida, pela vivencia do amor! Os milagres que Jesus realizava, ora, era, por compaixão, ora, para servir de sinal de que Ele era o enviado de Deus! As questões humanos, são de responsabilidade humana, o que Jesus faz, é apontar caminho, como apontou na multiplicação dos pães. O alimento que saciou a fome da multidão, não caiu do céu, foi fruto da partilha, simbolizado no gesto de um menino, que doou o que tinha: 5 pães e dois peixes.
Preocupamos muito com o pão material, queremos ter sempre a garantia de que ele nunca irá nos faltar, mas muitos de nós deixamos de buscar o principal, o Pão que não perece, o Pão da vida que é Jesus!
Como aquela multidão, que procura Jesus, em busca de mais pão, nós também, muitas vezes, procuramos Jesus somente para pedir, mas nunca nos colocamos prontos para servir.
A vida iniciada aqui na terra, quando alimentada do Pão da vida que é Jesus, não será interrompida com a morte física. É o próprio Jesus que nos faz esta promessa, ao nos indicar o caminho da eternidade: “Eu sou o pão vivo, descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.” (Jo6,51)
Jesus é o pão para vida de todos, Ele é amor que se doa, busquemo-lo, não pensando em ter uma vida fácil, mas em trazê-lo para dentro de nós, no sentido de fazer da nossa vida, uma oferta de amor aos irmãos.
O nosso alimento material, não cai do céu, temos que batalhar por ele. E para que este alimento, que é fruto do trabalho humano, não falte para ninguém, é preciso que haja partilha. Quem se alimenta do pão da vida, nunca vai deixar faltar pão na mesa do seu irmão.
Trabalhar pelo o Pão que não perece, é pautar a vida no exemplo de Jesus! É configurar nossa vida, na vida Dele, fazendo o mesmo que Ele fazia.
FIQUE NA PAZ DE JESUS - Olivia Coutinho
FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com/
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sábado, 28 de julho de 2018
O Pastor dá de comer a suas ovelhas
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 6, 1-15)
Naquele tempo, Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?”
Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”
Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
Meditação. — 1. A liturgia dominical do mês de agosto é quase toda dedicada ao capítulo 6 do Evangelho de São João. E isso se deve a uma razão especial: o Apóstolo amado segue uma cronologia diferente da dos outros evangelistas. Ele não fala da Eucaristia no relato da Última Ceia, mas precisamente no texto cuja leitura iniciamos neste 17.º Domingo do Tempo Comum. No capítulo 6 de seu Evangelho, João apresenta Jesus como o “Pão da Vida”, o mistério eucarístico que é, a um só tempo, sacrifício de expiação por nossos pecados e banquete de nossa alma.
A historicidade do Evangelho de São João é, em linhas gerais, muito mais apurada que a dos demais. Enquanto os evangelistas sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) resumem o ministério público de Jesus em apenas um ano — dando a impressão de que Ele teria iniciado sua pregação na Galileia e, pouco tempo depois, morrido durante as celebrações da páscoa judaica, em Jerusalém —, João, por sua vez, fala claramente em três páscoas, descrevendo um contexto pormenorizado das ações de Cristo, de modo que podemos vislumbrar mais detidamente as verdades testemunhadas por nosso Redentor. De fato, “atrevemo-nos a dizer que a flor das Escrituras são os Evangelhos e a flor dos Evangelhos é o de São João” (Orígenes, In Ioann. Comm., 19, 27-27).
2. Uma chave de leitura para o capítulo 6 do Evangelho de São João pode ser o Salmo 22, que meditamos no domingo anterior. Nesse capítulo, Jesus aparece como o pastor que não vai deixar faltar nada para as suas ovelhas: Ele as conduz para pastagens verdejantes — “havia muita relva naquele lugar” (Jo 6, 10) — e prepara-lhes um banquete, a fim de restaurar o seu vigor. A multiplicação dos pães acontece justamente na iminência da Páscoa, que recorda o banquete do cordeiro, por cujo sangue os israelitas foram salvos do anjo exterminador. Depois, os Apóstolos se dirigem para o outro lado do mar, em direção a Cafarnaum, quase como uma alusão à travessia do Mar Vermelho, quando fugiam do faraó. E diante do perigo da tempestade, navegando “por um vale escuro” (Sl 22, 4), acalmam-se com a presença de Jesus, que caminha sobre as águas.
O paralelo é mesmo impressionante e, ao mesmo tempo, profético. No Antigo Testamento, os pastores haviam abandonado a missão de cuidar das ovelhas, deixando-as sozinhas para o lobo. Saul não enfrenta Golias, e entrega a responsabilidade para um garoto franzino, Davi, que mal cabia dentro da sua armadura. Esse jovem rapaz, no entanto, confia na promessa de Deus e se lança confiante contra o brutamontes, certo de que venceria a batalha. O Salmo 22 é o canto do rei Davi em honra do Pastor Supremo que o cumulou de bênçãos para vencer a guerra e, assim, ser o novo rei de Israel. E esse Pastor Supremo é, sem dúvida, Jesus. No fim das contas, Ele nos promete uma refeição à mesa, a entrada da Igreja na Terra Prometida, como sugere a terceira parte do salmo, fazendo o discurso do “Pão da Vida”: “A minha carne é verdadeira comida, o meu sangue é verdadeira bebida, quem come de mim, não terá mais fome, não terá mais sede, Eu darei a vida eterna e o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 54).
3. Jesus é mesmo o pastor que se compadece de suas ovelhas e as faz repousar em verdes prados. No Evangelho da Missa deste domingo, vemos com que zelo Ele procura saciar a fome daquela multidão que resolutamente o seguia. Podemos pensar em quantas vezes, ao longo da caminhada, sentimo-nos constrangidos pelo tempo e circunstâncias, e nos indagamos sobre a providência divina: “E agora?”. Mas Jesus não se deixa vencer em misericórdia. Mais do que nós mesmos, Ele é nosso amigo e sabe de todas as nossas necessidades.
Na verdade, Cristo prova a nossa fé para aumentá-la. Ele não revela seus planos imediatamente, a fim de que manifestemos a nossa confiança. De fato, somos como a criança que só tinha “cinco pães e dois peixes”; não temos suficientemente forças para completar a jornada, para amar e perdoar nossos inimigos e fazer obras de caridade em vista da edificação do Reino de Deus. Por outro lado, Jesus completa o nosso cesto com a sua graça, operando em nós a vontade de santificar-se plenamente. Apenas precisamos confiar e pedir insistentemente pela sua intervenção. E Ele multiplicará a nossa oferta.
Oração. — Ó Senhor do rebanho, conduzi-me para longe das garras do lobo e fazei-me repousar em verdes prados, onde poderei amar-vos de todo coração. Preparai para mim o banquete de minh’alma, para que, uma vez nutrido com o Pão da Vida, eu consiga perdoar e amar os meus inimigos, praticar as bem-aventuranças e a caridade perfeita em vista da edificação de vosso Reino. Assim seja!
Propósito. — Meditar alguns minutos do dia sobre o Salmo 22, a fim de renovar nossa fé no Pastor Supremo.
FONTE: https://padrepauloricardo.org/episodios/o-pastor-da-de-comer-a-suas-ovelhas
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sábado, 30 de junho de 2018
"TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO!”
SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO.
Evangelho de Mt16,13 -19
Celebramos neste Domingo, a festa de São Pedro e São Paulo, dois homens, que chegaram a Jesus, por caminhos diferentes e que são chamados de “colunas da Igreja.” Pedro, por ter sido o primeiro líder da Igreja, e Paulo, por transformá-la numa Igreja Missionária, sendo o primeiro a propagar o Reino de Deus entre os pagãos.
Vindos de realidades bem diferentes, estes dois líderes, Pedro, um simples pescador, e Paulo, um Judeu culto de origem romana, deixaram-se conquistar por Jesus, se entregando por inteiros a serviço do Reino de Deus, e como o próprio Jesus, deram a vida pela causa deste Reino, sendo fieis ao evangelho até as últimas consequências.
O evangelho que a liturgia desta solenidade nos convida a refletir, narra o momento em que Jesus confere a Pedro o primado da sua Igreja.
Ao longo do texto, vemos o caminho usado por Jesus, para chegar a esta escolha. Primeiro, Ele faz uma pergunta aos discípulos: “Quem dizem as pessoas ser o Filho do homem? Para esta pergunta, surgiram várias respostas, afinal, é fácil responder em nome do outro, não compromete! Já, quando esta mesma pergunta, é voltada para os próprios discípulos, aí, paira um silencio, desta vez, a pergunta feita por Jesus, requer uma resposta pessoal, o que exige comprometimento e ninguém arriscar, a não ser Pedro, ele foi o único que respondeu, e respondeu com firmeza: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” Esta resposta de Pedro, agradou Jesus, pois Ele sabia, que esta sua afirmação, era fruto da sua convivência com Ele! Por esta profissão de fé, Jesus convoca Pedro para uma missão desafiadora: conduzir a sua Igreja! “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja...”
Este episódio chama a nossa atenção, sobre a responsabilidade de quem afirma conhecer Jesus! Saber quem é Jesus é muito mais do que saber que Ele é Deus, afirmar que conhecemos Jesus implica em comprometimento com a sua causa, em dar testemunho Dele em qualquer circunstancia.
A narrativa chama a nossa atenção, sobre a importância de aprofundarmos no conhecimento a Jesus. Sem conhecer Jesus, não vamos entrar na dinâmica do Reino, e muito menos compreender, que, para ganhar a vida, é preciso passar pela cruz, como Ele passou.
Olhando para a escolha de Pedro, vemos que Jesus, não entregou a responsabilidade de conduzir a sua igreja, a um homem diplomado, visto com “grande” pela sociedade, mas a Pedro, um homem simples, frágil, sujeito a falhas que representa os homens de toda a história da Igreja: homens santos e pecadores!
Antes de conferir a Pedro, esta missão tão grande, Jesus não questionou o seu passado, não lhe faz nenhuma exigência, a não ser, o seu compromisso de transformar o seu amor por Ele, em cuidado para com o que é de mais precioso para Deus que é o povo.
Ao escolher Pedro para a liderança da sua Igreja, fica evidente a compreensão de Jesus para com a fragilidade humana. Pedro era um homem de temperamento extremamente forte, Jesus sabia, que mais tarde ele o negaria, mas mesmo assim, confia na sua fidelidade.
Como vemos, a escolha de quem conduziria a barca de Jesus, (Igreja) não caíra sobre um homem especial, e sim, sobre um homem comum, alguém dotado de virtudes e defeitos como qualquer um de nós. O que nos mostra, o quão é grande a diferença entre os critérios humanos e os critérios de Deus. Os homens escolhem pessoas capacitadas para cargos de lideranças, Deus, capacita os que Ele escolhe.
Com a volta de Jesus para o Pai, Pedro assume a liderança da igreja, uma Igreja fundamentada no amor de Jesus, conduzida pelo o seu Espírito.
Sobre a liderança de Pedro, a Igreja começa a dar passos rumo a uma nova Jerusalém, tendo a grande colaboração de Paulo, que representa a igreja itinerante que não se limita a quatro paredes, mas que vai ao encontro do povo!
"A missão da Igreja consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição de Jesus! Sua grande riqueza está na abertura a todos os povos e culturas!"
A Igreja é unidade, ela é guardiã e propagadora do amor do Pai, da fidelidade do Filho e do poder Santificador do Espírito Santo!
O amor a Jesus é o fundamento de toda comunidade cristã, por tanto, numa comunidade, cujo centro é Jesus, um líder não se destaca pela a sua autoridade, e sim, pelo o seu amor a Jesus transformado em serviço.
Pedro e Paulo, modelos de discípulos missionários com suas virtudes e fraquezas, mas sobre tudo, com o seu amor e fidelidade a Cristo e a sua Igreja.
Nesta solenidade, unamos em oração pelo o nosso Pastor, o sucessor de Pedro, o represente legítimo de Jesus Cristo aqui na terra: o Papa Francisco, um servo de Deus que preserva dentro de si, o amor de Jesus, a firmeza de Pedro e a flexibilidade de Paulo.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
FONTE: http://homiliadominical2.blogspot.com/
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sábado, 2 de junho de 2018
“O FILHO DO HOMEM É SENHOR TAMBÉM DO SÁBADO.”
Evangelho de Mc2,23-3,6
Sem uma intimidade profunda com Deus, não tem como viver as alegrias da fé! E são muitos, os que não vivem esta alegria, por estarem submetidos a radicalidade religiosa, imposta pelos os seus líderes, que ao contrário do líder Maior, que é Jesus, escraviza as pessoas.
São muitas as religiões cheias de proibições, cujo líderes intimidam os fiéis, passando-lhes a imagem de um Deus vingativo, de um Deus que está sempre a espreita, pronto para pegá-los em alguma suposta falha!
Não podemos esquecer: Deus é só amor, Ele só quer nos amar e nunca nos castigar!
A verdadeira religião, não impõe, não escraviza, ela apresenta valores, que vão levando as pessoas a uma maturidade na fé, deixando-as livres para fazerem suas escolhas.
O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, nos fala de mais dois momentos conflituosos entre os fariseus e Jesus, desta vez, a respeito da observância do sábado.
Embora conhecedores das Escrituras, os fariseus, na prática, estavam bem distante do amor propagado por Jesus: o amor que gera vida!
As autoridades religiosas do tempo de Jesus, não tinham compromisso com a vida, colocavam pesados fardos nos ombros das pessoas, leis, rituais que deveriam ser cumpridas rigorosamente, como o Jejum, ritos de purificação, observância do sábado e tantas outras regras que eles mesmos criavam, nos sentido de oprimir o povo.
No primeiro momento, a narrativa deixa claro, que os fariseus queriam pegar Jesus num casuísmo legal, já que, o fato dos discípulos estarem apanhando espigas de trigo, para saciar a fome, não lhes poderia ser atribuído como roubo. Determinados a escandalizar Jesus, eles procuraram, outra forma de incriminá-lo, alegando que os seus discípulos, estavam infligindo as leis que proibiam o trabalho em dia de sábado, desconsiderando assim, a necessidade de sobrevivência deles.
Ao ser criticado pelos Fariseus, em nome da Sagrada escritura, Jesus responde estas criticas, com a própria escritura: “Por acaso nunca lestes nas escrituras o que Davi e seus companheiros fizeram quando passara necessidade e tiveram fome?...”Mc 2,25-26
No segundo momento, Jesus, ao entrar numa sinagoga em dia de sábado, vê um homem com uma deficiência na mão. Antes mesmo de Jesus aproximar-se deste homem, alguns fariseus, já estavam de olho Nele, pois eles sabiam Jesus iria fazer algo a seu favor, o que seria proibido em dia de sábado. Mas Jesus não se intimida, não cumpre esta lei humana, e sim, a lei do amor, que independe do dia ou da hora, para ser cumprida. Ao curar aquele homem, Jesus assina de vez a sua sentença de morte, pois foi a partir deste episódio, que os fariseus e partidários de Herodes se uniram para arquitetar um plano para mata-lo.
Em todos os seus ensinamentos, Jesus sempre deixou claro que a vida tem que estar em primeiro lugar, acima de tudo, portanto, a necessidade de sobrevivência e a inclusão, estão acima de toda e qualquer lei! A única lei que não pode ser descumprida em hipótese alguma para Jesus é a lei do amor.
Não é difícil perceber, que até nos dias de hoje, presenciamos situações semelhantes as que Jesus viveu.
O legalismo é um instrumento de alienação e opressão, que tem como objetivo, desviar a atenção do povo, tirar-lhe o foco. Enquanto o povo se ocupa com os pormenores, com a observância exagerada de leis, os que detém o poder, sentem-se livres para praticarem seus atos ilícitos.
Quando ficamos presos na observância exagerada de normas, no cumprimento de rituais, não captamos a mensagem principal de Jesus, que é um convite a vivermos no amor!
Quem se ocupa com os pormenores, não vê o belo da vida, não vive as alegrias da fé!
As leis de organização social e religiosa, só podem ter sentido, se forem elaboradas em favor da vida. E Jesus, veio para libertar e fazer desabrochar a vida. Toda lei que é contrário a vida, não tem o aval de Jesus.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
Fonte: http://homiliadominical2.blogspot.com/
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sábado, 26 de maio de 2018
“EIS QUE EU ESTAREI CONVOSCO TODOS OS DIAS...”
SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE
Evangelho de Mt28,16-20
Celebrarmos hoje a Solenidade da Santíssima Trindade, a Festa da Família, quando a Igreja nos convida a contemplar o Mistério inefável e insondável da Trindade Santa! Mergulhar neste Mistério, é fazer a experiência do amor do Pai, que se doou por nós, na pessoa do Filho, que nos devolveu a vida no seu Espírito!
Ao Colocar esta festa, no domingo seguinte à Solenidade de Pentecostes, quando celebramos o envio do Espírito Santo sobre a Igreja nascente, a Igreja vem nos lembrar de que todo o domingo é uma festa da Santíssima Trindade, pois neste dia do Senhor, contemplamos o Mistério do Deus Família, participando da Eucaristia, a comunhão Trinitária!
No antigo testamento, não fala da Família Trinitária, foi Jesus quem a revelou, entreabrindo o véu que encobria dos nossos olhos, o Deus amor, um Deus, que para relacionar conosco, se fez família: Como Pai, Ele nos criou, como Filho, nos redimiu e no seu Espírito, Ele nos santifica...
O Espírito Santo é o guia que nos remete ao coração do Pai, que nos faz entender com clareza, os ensinamentos do Filho, que pelo Batismo, nos inseriu na Família Trinitária!
O evangelho que a liturgia deste domingo nos convida a refletir, narra o encontro de Jesus Ressuscitado com os discípulos na Galiléia.
Podemos nos perguntar: porque Jesus indicou a Galiléia para o encontro com os discípulos? Certamente, por ter sido ali, o ponto de partida da sua caminhada com os discípulos rumo a Jerusalém.
Refazendo esta mesma caminhada que fizeram com Jesus, os discípulos, cheios do Espírito Santo, certamente recordariam tudo o que Ele lhes havia ensinado enquanto caminhavam.
Galiléia, era o lugar do testemunho, foi lá, que muitos testemunharam as obras que Jesus havia realizado, e passaram a crer Nele. Jesus sabia, que todos os que acreditaram Nele, tornariam seus seguidores, dando continuidade a sua missão.
É importante lembrarmos, Jesus, não terminou a sua missão aqui na terra, ela continua conosco, temos a responsabilidade de continuar a presença salvífica de Jesus, no meio em que vivemos, fazendo o Reino de Deus acontecer entre nós.
Hoje, Jesus marca um encontro com cada um de nós, não, na Galiléia, mas dentro de nós mesmos! É a partir deste encontro, que adquirimos coragem para avançarmos para águas mais profundas, indo ao encontro daqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecerem a verdade que liberta.
“Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos”.
Se Jesus está conosco, do que precisamos temer?
“EM NOME DO PAI DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO!”
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
fonte: http://homiliadominical2.blogspot.com.br/
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domingo, 6 de maio de 2018
PERMANECER NO AMOR
Evangelho Jo 15,9-17
PRIMEIRA LEITURA
Deus não faz distinção de pessoas. Ele não é como nós, que escolhemos a dedo os nossos amigos, as pessoas com as quais nos simpatizamos e confidenciamos. O vendedor e o político, visando o lucro, fingem gostar de todos, eles, sorrindo para todos, se faz passar por uma pessoa que não faz distinção de pessoas. Mas no fundo, na sua vida real, sabemos muito bem que não é assim, percebemos que eles não são assim. Isso porque, o ser humano faz distinção de pessoas, sim. E não deveria. Porque se Deus não escolhe aqueles a quem deve jorrar o seu amor infinito, nós também deveríamos fazer o mesmo.
SEGUNDA LEITURA
O amor acontece em nós em função de outra pessoa. Sempre que sentimos amor, o sentimos por alguém. Primeiro amamos a Deus, depois amamos ao irmão, a irmã. Não existe o amor a si mesmo. O que existe é o egoísmo, de pensar só em si, querer tudo para si, nada fora de si. E esse sentimento de afeto voltado somente para si não leva a felicidade, mas sim ao vazio, ao nada do ponto de vista psicológico. O egoísta é infeliz. Por mais que ele busca satisfazer a sua própria pessoa deixando de lado o próximo, ele sente que está faltando alguma coisa. Ele ou ela se envereda num beco sem saída, em um funil que o conduz sempre ao vazio de si mesmo. O egoísta é uma criança que não cresceu emocionalmente, não amadureceu, pois a criança, só vê o seu mundo, ela só pensa em si, em satisfazer os seus desejos mas isso é um processo natural, uma forma instintiva que faz parte da sua faixa etária, faz parte da autodefesa...
Já depois que cresce, depois que chega à fase da adolescência, o jovem vive estritamente em função do outro jovem, deixando de lado os pais, com seus cuidados e conselhos. O amigo, a amiga tem total importância em sua personalidade. Ele segue rigidamente a tudo o que procede dos outros jovens da sua idade, e rejeita a tudo que vem dos mais velhos, inclusive dos familiares.
Já na fase adulta, o indivíduo chega ao amadurecimento da personalidade, e então ele entende que tem de se soltar, que precisa buscar a sobrevivência e descobre que para isso depende dos demais seres humanos e por isso deve se lançar aos outros, confiar nos outros, pois nada conseguimos sem a participação dos demais. Viver é se ater com as pessoas. Viver é partilhar de alguma forma direta ou indireta com as pessoas distantes ou próxima, conhecidas ou não.
O professor precisa do mecânico, o mecânico precisa do dentista, o dentista precisa do advogado, o advogado precisa da faxineira, a faxineira precisa do motorista do ônibus, o motorista precisa da cozinheira, e esta precisa... precisa... Viu? Tão simples que nem pensamos nisso no dia-dia. Para viver precisamos uns dos outros. E nessa partilha, nesse intercâmbio, tudo corre melhor, a vida será melhor se nos relacionarmos com simpatia, com bondade, com amor sincero, e não somente por puro interesse.
As demais pessoas são muito importantes na nossa vida. Precisamos delas para nos completar. É impossível viver isolado. Aqueles que experimentaram essa experiência na vida, diariamente viveram momentos de angústias, de muita dor psíquica, por não ter com quem brigar, a quem xingar, a quem dividir o espaço, a comida a água, em fim, alguém para amar.
São João repete aqui o mandamento de Jesus: Amemo-nos uns aos outros. Amar uns aos outros é tratá-los com: respeito, carinho, dedicação, atenção, sinceridade, caridade...
Mais para que tudo isso? Para que tenhamos o retorno igual. Se eu trato bem os outros, eles não terão por que me tratarem mal. A menos que algo de errado esteja acontecendo com eles. E esse algo de errado que acontece com algumas ou muitas pessoas, é a falta da correspondência ao amor de Deus, pois a emoção e o ato de amar, nos vem do Pai que primeiro nos amou.
EVANGELHO
Jesus nos aconselha hoje a nos PERMANECER NO AMOR. Mas como podemos alcançar essa grande virtude?
Para permanecer no amor de Cristo, é necessário fazermos tudo o que Jesus nos ensinou, nos inspirou com sua palavra e seu exemplo. Ou seja.
O seguidor de Jesus, discípulo missionário, em todos os seus gestos e palavras, devem estar dentro do contexto do amor de Deus. Pois do contrário, sem amor, todo o nosso testemunho é mentiroso, e hipócrita como o dos fariseus e doutores da Lei.
Paulo disse: “Sem amor eu nada seria”.
Portanto, meus irmãos e irmãs, o ato de amar não é um lugar de passagem em nossas vidas, pois nós não temos escolhas entre amar e não amar. Temos de amar, para que a nossa alegria seja completa, principalmente na eternidade. Amar é um mandamento divino!
O AMOR deve ser a identidade do cristão. Foi o próprio Jesus quem disse isso: ...e nesse amor de uns para com os outros, é que o mundo vai reconhecer que sois meus amigos, meus seguidores...
Caríssimos. Hoje Jesus nos sugere, nos aconselha a escolher o melhor para nós. Ele nos manda a permanecer no seu amor. Pois guardar os mandamentos, amando a Deus e ao irmão, os benefícios são para a nossa própria pessoa. Não se trata de uma ordem de um deus tirano autoritário e egoísta que nos obriga a obedecê-lo por obedecer. Ao contrário, o mandamento do amor a Deus e ao irmão, é para o nosso próprio bem. Para a nossa alegria, para que tudo dê certo em nossa vida.
Para entender isso, basta olhar na vida daqueles que ignorando o mandamento do amor, vivem o mandamento do ódio. É o ódio pelo ódio. Vivem para si mesmos, e só se relacionam bem com aqueles que lhe proporcionam algum lucro, algum benefício, prazer ou bem-estar. E a todos aqueles que atrapalham de alguma forma seus negócios, sua forma de vida, eles respondem com a brutalidade total e fatal. Não é assim que vemos nos filmes?
E por causa dessa escolha por esse estilo de vida inspirada pelos meios de comunicações, eles não conseguem nunca a ventura mais desejada, mais procurada, que é a felicidade. Até compram, ou roubam prazer. Mas o amor mesmo eles não conseguem. Podem até conseguir algum apego. Mas o verdadeiro amor, não. Porque amor é entrega mútua de corpo e alma. O falso amor vive enquanto se consegue comprar, dominar, aterrorizar.
Você ama? Você é amado(a)? Você não se sente uma pessoa amada? Se isso acontece será que você é culpado(a)? Ou você acha que é injustiçado(a)? Se for isso entrega para Deus. Mas se é a sua culpa, se você não ama e por isso ninguém liga para você, MUDE. Mude agora enquanto é tempo. Pois quem amar será amado, mas quem não der amor, também não recebe amor das pessoas. O amor é plantado, semeado por você mesmo. Depois é só fazer a colheita. Distribua cortesia, caridade, sorriso, gentileza, educação, do fundo da sua alma, e depois tudo isso lhe será dado em acréscimo, lhe retornará com certeza. Mas atenção: Se você não agir com sinceridade, nada acontecerá. Pelo menos não acontecerá como você esperava. Pois um sorriso falso, atrairá outro falso sorriso também. Ame, mas AME SINCERAMENTE COMO JESUS NOS AMOU!
Um bom domingo.
José Salviano.
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domingo, 22 de abril de 2018
“O BOM PASTOR DÁ A VIDA POR SUAS OVELHAS.”
Evangelho de Jo10,11-18
Fazemos a experiência do amor de Deus, quando deixamos nos conduzir pelo o Bom Pastor que é Jesus!
Deus Pai, no seu infinito amor, nos entregou aos cuidados do Filho, o Bom Pastor, que nos acolheu com o mesmo amor do Pai, colocando-nos acima de sua própria vida!
Quando ouvimos falar do Bom Pastor, logo nos vem a imagem de um protetor, de alguém que cuida nós, que nos carrega no colo, enquanto atravessamos os desertos de nossa vida!
A figura do Bom Pastor, é uma das imagens mais bela e conhecida das pregações de Jesus!
Como o Bom Pastor, Jesus se apresenta como a única porta que nos conduz ao Pai!
O amor do Bom Pastor pelo o seu rebanho, é um amor incondicional, um amor tão grande que o levou ao extremo: dar a vida pelo o resgate das ovelhas que caíram nas armadilhas dos mercenários!
”Dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão” Jo 10,28. Eis aí, a comunicação do amor de Deus, por meio de Jesus, é o seu amor que nos devolve a vida!
No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, Jesus revela a sua intimidade com o Pai, a sua disposição em levar em frente o projeto de Deus a ser implantado por Ele, aqui na terra.
Ao se colocar como o Bom Pastor, Jesus deixa claro, que Ele é um Pastor zeloso, um pastor totalmente diferente dos que se dizem pastores, mas não cuidam de suas ovelhas. Ao contrário destes falsos pastores, Jesus cuida carinhosamente de suas ovelhas, Ele não quer perder nenhuma delas, e se alguma ovelha, se perder no caminho, Ele não desiste dela, não cansa de esperar pelo o seu retorno!
Ao entregar a vida, pelas as ovelhas do rebanho que o Pai lhe confiara, que somos nós, Jesus nos deu uma grande prova de amor, deu a sua vida por nós! Que resposta temos dado a este amor sem limites? O que temos feito da nossa vida que custou a vida de Jesus?
Escutar e colocar em prática os ensinamentos de Jesus, é realizar a vontade de Deus, é dar continuidade a presença amorosa do Bom Pastor aqui na terra, cuidando do outro, como Jesus nos ensinou a cuidar.
A todos nós, que confiamos em Jesus, fica um alerta: Tenhamos cuidado para não cairmos nas ciladas do inimigo, os falsos pastores, estão por aí, como lobos vorazes na espreita, prontos para tomar posse das ovelhas que se dispersaram do rebanho.
Saber que temos um protetor, alguém que cuida de nós, que nos conhece pelo o nome, que é nosso refugio nos momentos de desolações, é a certeza de nunca estarmos sós!
Sob o olhar do Bom Pastor, estaremos sempre em segurança...
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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domingo, 8 de abril de 2018
“COMO O PAI ME ENVIOU TAMBÉM EU VOS ENVIO.”
II DOMINGO DA PÁSCOA – DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA
Evangelho de Jo20,19-31
Neste segundo Domingo da Páscoa, escolhido pela a Igreja, como o Domingo da Divina Misericórdia, somos chamados a renovar a nossa fé mediante o Cristo Ressuscitado, tornando-nos misericordiosos uns para com os outros, como Ele é misericordioso para conosco.
A misericórdia foi a centralidade da vida de Jesus, suas palavras, ações, expressavam misericórdia!
Misericórdia e perdão são duas palavras diferentes, mas na vida, elas estão interligadas, pois não existe perdão sem misericórdia e nem misericórdia sem perdão.
“A liturgia de hoje, nos apresenta a comunidade de Homens Novos, que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus, que é a Igreja! A missão da Igreja consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição”.
“A paz esteja convosco.” Depois de dizer estas palavras para os discípulos, Jesus sopra sobre eles o Espírito Santo. Cheios do Espírito Santo, eles se libertam do medo que os aprisionava! A paz do Cristo Ressuscitado, não os isentaria da cruz, mas lhes daria força e coragem para que eles pudessem assumir o desafio da missão.
Ao soprar o Espírito Santo sobre os discípulos, Jesus faz recordar o sopro do Criador ao dar vida a criatura humana, gesto que Jesus Ressuscitado repete, como início de uma nova criação!
“Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhe será perdoados; a quem não perdoardes, eles lhe serão retidos. ”Jesus concede o poder de perdoar pecados, a um grupo específico de pessoas, que eram os apóstolos, e que hoje são os sacerdotes, os padres.
É Deus quem tem o poder de perdoar pecados, Jesus recebe este poder, e o concede à sua Igreja, através dos apóstolos, trata-se do sacramento da reconciliação. É importante entendermos: “pecados retidos” não significa uma condenação, e sim, um renovado apelo à conversão!
No sopro do Espírito Santo sobre os apóstolos, é expressa a criação renovada, é o Espírito Santo que recria a comunidade dos apóstolos e descerra suas portas para a missão! Os apóstolos, só conseguiram tomar atitudes corajosas para anunciar o evangelho, depois de receberam o Espírito Santo!
O Texto nos fala também da incredulidade de Tomé. Muitos, de nós, vemos Tomé, como um homem sem fé, o próprio Jesus o exortou dizendo: “Não sejas incrédulo, mas fiel”! Além do mais, ele não aderiu a fé quando os discípulos atestaram terem visto Jesus, Tomé não acreditou no testemunho deles, pretendendo uma constatação pessoal. Esta postura de Tomé simboliza todos os que precisam ver para crer.
A figura de Tomé, à princípio, ficou manchada pelo o seu vacilo na fé, mas após o seu encontro com o Cristo Ressuscitado, ele se redime dando um grande testemunho de fé! Diante o Cristo Ressuscitado, Tomé faz uma belíssima profissão de fé: “MEU SENHOR E MEU DEUS!” Profissão de fé, que muitos de nós, fazemos, nas celebrações Eucarísticas: "Meu Senhor e meu Deus!"
Um simples vacilo na fé, não pode manchar uma pessoa, pois todos nós estamos sujeito a passar por estes momentos de fraqueza , o importante é fazer como Tomé, não permanecermos na incredulidade.
“Bem-aventurados os que creram sem terem visto.” Mesmo antes da nossa existência, já estávamos incluídos nesta Bem aventurança, ou seja, somos felizes, porque cremos na ressurreição de Jesus, mesmo sem ter visto.
Com a ressurreição de Jesus, a vida divina entrou na vida humana, e assim, como as sementes são espalhadas pelo o vento, o anúncio da ressurreição de Jesus, espalhou por todos os rincões da terra como fagulhas de fogo a incendiar o coração da humanidade.
"MEU SENHOR E MEU DEUS!
FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olivia Coutinho
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sábado, 17 de março de 2018
“QUEREMOS VER JESUS!”
Evangelho de Jo12,20-33
Nestes dias em que fazemos o caminho para a Páscoa do Senhor Jesus, revivendo seus últimos passos rumo a cruz, queremos proclamar com mais veemência a nossa fé, colocando em prática tudo o que aprendemos durante este nosso caminhar!
A liturgia deste tempo de graça, nos conscientizou de que a nossa vida, só tem sentido se vivida na perspectiva da vida eterna, nos fez mergulhar no mistério do amor do Pai, nos mostrando o quão é grande o seu amor por nós!
O evangelho que a liturgia deste 5º Domingo da Quaresma, coloca diante de nós, nos convida a pautar a nossa vida no exemplo de Jesus, a assumir a nossa fé, com todas as suas consequências.
O texto começa dizendo, que entre as pessoas que haviam subido para adorar a Deus, durante a festa dos Judeus, estavam também, alguns gregos, que sentiram desejosos de ver Jesus. Certamente, esses gregos já haviam ouvido falar Dele, razão pela a qual, eles queriam vê-lo.
Filipe, um dos discípulos de Jesus, cujo nome era de origem grega, foi o escolhido como intermediário, talvez pela origem do nome. Eles disseram a Filipe: “Senhor, queremos ver Jesus!”
Filipe convidou André, e os dois, levaram o fato ao conhecimento de Jesus, que não se manifestou, mas, provavelmente, ao tomar conhecimento, que a sua palavra, já atingia outros povos, (no caso os gregos) o tenha motivado a falar abertamente de sua morte para os discípulos. Naquelas alturas, Jesus, convicto da necessidade da sua morte, para que o mundo fosse redimido, dá como encerrada a sua missão aqui na terra, dando a entender, que a partir de então, Ele só seria visto na cruz.
Ciente do bem que sua morte traria para a humanidade, Jesus abraça a cruz, como abraçasse a todos nós, pois seria pela a Cruz, que Ele nos libertaria do cativeiro, nos devolvendo a vida.
Mesmo na iminência de um grande sofrimento, Jesus ainda encontra força para falar da fecundidade da vida, referindo-se aos frutos que seriam produzidos com a sua morte.
A caminho da cruz, Jesus fala de vida, dando o exemplo de uma semente que só produz frutos, quando cai na terra e morre. “Se o grão de trigo que cai na terra e não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muitos frutos.”
Ao falar da dinâmica de uma semente, Jesus fala de si mesmo, Ele se via, como aquela semente, que precisaria morrer, para produzir frutos, do contrário Ele não passaria de mais um pregador, que passara por este mundo.
Falando claramente da sua morte, Jesus já delega aos discípulos, a incumbência de fazê-lo conhecido, não somente por aqueles gregos, que queriam vê-lo, mas pelo o povo do mundo inteiro, o que de fato aconteceu. Foi depois da sua morte e ressurreição, que Jesus ficou conhecido em todos os rincões da terra!
Finalizando a sua trajetória terrena, Jesus adverte os discípulos e hoje a nós, sobre o perigo do apego à vida terrena! A sua mensagem é muito clara: somente quem é desapegado, desprendido, está livre para segui-lo!
Quem deseja verdadeiramente seguir Jesus, deve apresentar-se a Ele, completamente livre de qualquer apego. O apego escraviza, é uma forma ilusória de resguardar a vida, vida, que nem pertence a nós, pois pertence a Deus.
Quando resguardamos a nossa vida, podemos até nos sentir protegidos de algum infortuno, mas não realizaremos a vontade de Deus, não produziremos os frutos esperados por Ele.
“Queremos ver Jesus!” São muitos, os que querem "ver" Jesus, mas desconhecem o caminho para chegar a Ele. Gastemos a nossa vida, para que o outro tenha mais vida, tornemo-nos caminho para leva-lo a Jesus.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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domingo, 11 de março de 2018
DEUS É AMOR, QUEM VIVE EM DEUS, VIVE O AMOR!
Evangelho de Jo,3,14-21
A essas alturas de nossa caminhada quaresmal, já podemos alargar um pouco mais os nossos passos, pois já temos uma consciência clara da nossa necessidade de conversão, do caminho que ainda temos que percorrer, para que possamos chegar à Páscoa do Senhor Jesus, revestidos da graça de Deus!
Ao longo deste tempo reflexivo, em que buscamos uma proximidade maior com Deus aprofundando-nos na sua palavra, podemos dizer que muita coisa já mudou em nós. A riqueza da liturgia deste tempo nos fez chegar a uma feliz conclusão: Como filhos de Deus, criados por amor e para o amor, não podemos viver de qualquer jeito, precisamos viver do jeito de Jesus, sem fugirmos das cruzes, sem buscarmos atalhos pra encurtar o caminho.
O evangelho que a liturgia deste quarto Domingo da Quaresma nos apresenta, vem nos falar da grandiosidade do amor de Deus, um amor tão grande, que ultrapassou todos os limites, que não levou em conta as nossas ingratidões!
O mais sublime de todos os conceitos bíblicos atribuídos a Deus, nós encontramos na primeira carta de São João capitulo 4,16. “Deus é amor!” Com poucas palavras, o autor sagrado, sintetiza tudo o que Deus é: Deus é amor, por tanto quem vive em Deus, vive o amor!
A nossa felicidade está em Deus, é amando-nos que Deus nos ensina a amar e é a nossa capacidade de amar, que nos identifica como filhos de Deus!
A única condição que Deus estabelece para que tenhamos vida Nele, é crer Naquele que Ele enviou, é crendo no Filho, que entramos em intimidade com o Pai! É no seguimento a Jesus, que vamos respondendo ao amor de Deus.
Deus enviou seu Filho ao mundo, para nos ensinar o caminho da vida, quem não o acolhe, fez opção pela a morte. A morte não está nos planos de Deus, o que Deus quer, é a vida, vida em plenitude que só alcançaremos no seguimento a Jesus.
O texto nos traz a certeza, de que a realização plena do homem, é a prioridade de Deus, Ele provou isto, ao investir alto no resgate deste bem que lhe é precioso, permitindo que o seu Filho pagasse com a vida o preço da nossa liberdade.
Podemos escolher, em dar a Deus, uma resposta de fé, ou de descrença. Fé e descrença, já contêm o juízo de Deus: salvação, e condenação.
A condenação não vem de Deus, não é Deus quem nos condena, somos nós mesmos, que nos condenamos, quando não colocamos a sua verdade no nosso existir!
É o próprio Jesus quem diz: ”Quem crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado”... Quem não crê, já está condenado porque não irá viver de acordo com a vontade de Deus!
Quem crê em Jesus, faz a vontade de Deus, vive de acordo com os seus ensinamentos. Crer em Jesus é continuar a sua presença atuante aqui na terra, não crer, é recusar a sua proposta de vida nova, é rejeitar a luz!
O fim do homem, não é o fim da sua vida física, e sim, a sua ruína, que é consequência de suas más escolhas, do seu afastamento de Deus. E Jesus não quer isso para nós, Ele não quer perder nenhum daqueles que o Pai lhe confiara.
O caminho da nossa salvação passa pela a cruz, foi pela cruz que Jesus abriu definitivamente as portas do céu para nós.
A cruz é a expressão suprema do amor de Deus, de um Deus que veio ao nosso encontro na pessoa de Jesus! A cruz nos faz lembrar o martírio de Jesus, mas a mensagem mais forte que ela nos traz, é a vitória da vida sobre a morte.
“A luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz porque suas ações eram más.”Jo3,19
Não rejeitemos a graça de Deus, não afastemos da Luz, busquemos Jesus, Ele é o respiro de Deus que soprou sobre nós o Espírito Santo, nos tornando novas criaturas! É o Espírito Santo que clareia a nossa mente, que nos faz enxergar com clareza, a vereda segura da vida, a qual devemos seguir.
A experiência, mais significativa que podemos fazer no percurso de nossa vida, é a experiência de amar e de nos sentir amados por Deus!
Quem vive esta experiência, vive intensamente, exercita o amor no cotidiano de sua vida.
Deus é amor quem vive em Deus vive o amor!
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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domingo, 4 de março de 2018
“DESTRUÍ ESTE TEMPLO E EM TRÊS DIAS O LEVANTAREI”.
Evangelho de Jo2,13-22
Somos caminheiros da esperança, caminhando rumo a Páscoa do Senhor Jesus, queremos beber da água viva, que jorra do seu coração misericordioso!
Para que possamos chegar a Páscoa, com o Espírito renovado, é preciso que tenhamos uma boa preparação, tendo como propósito maior, a conversão. A conversão, ou seja, uma mudança de vida, exige de nós, um exercício constante, um reencontro com os valores que desprezamos, a reparação dos erros que cometemos, do mal que causamos a tantas pessoas que ficaram machucadas, feridas pelas as nossas atitudes não cristãs.
A liturgia deste tempo Quaresmal, reforça em nós, a certeza da existência de um Deus misericordioso, um Deus que é Pai, que não cansa de esperar pelo o nosso retorno à vida!
O evangelho que a liturgia deste terceiro Domingo da Quaresma nos convida a refletir, chama a nossa atenção, sobre a importância de eliminarmos tudo o que nos impede de fazermos do nosso coração, um templo vivo, onde Jesus possa habitar e agir no mundo através de nós!
O texto começa falando da indignação de Jesus diante a uma tamanha inversão de valores: um lugar onde deveria ser um local de oração, de encontro de irmãos, estava sendo transformado num lugar de comercio, de exploração da fé.
Indignado, Jesus age com rigor, espalha as moedas pelo o chão, derruba as mesas, expulsa os vendedores e todos os animais, com exceção das pombas, com as pombas, Jesus foi mais ameno, não as expulsou, pediu que as retirassem dali, provavelmente, em respeito aos pobres, pois as pombas, eram as oferendas dos pobres ao templo!
É importante entendermos: a preocupação de Jesus, não era com o templo de pedra em si, e sim, com o templo de “pedra viva" que é a pessoa humana, Jesus sabia da esperteza dos vendilhões do templo, Ele estava ciente de que estes, que se diziam fiéis a Deus, estavam explorando o povo, principalmente os mais pobres.
“Não façais da casa de Meu Pai uma casa de comercio.” Os discípulos lembraram mais tarde, o que diz a escritura: O zelo pela casa do meu Pai me consumirá.” Graças ao testemunho deles, hoje, nós sabemos, que foi o zelo pelo o que é do Pai, (a humanidade) que levou Jesus à morte, e sabemos também, que foi o amor do Pai por esta humanidade, que o ressuscitou no terceiro dia!
Sempre que deparamos com este evangelho, é comum, ficarmos centrados na atitude severa de Jesus expulsando os vendilhões do templo, e com isso, não meditamos o mais importante, o cerne do evangelho, que é a sua apresentação como o templo vivo de Deus:
“Destruí este templo, e em três dias o levantarei.” Com essas palavras, Jesus se revela como o Templo vivo de Deus, fazendo alusão a sua morte e ressurreição, mas por estarem voltados voltados para as coisas materiais e cegos para as coisas de Deus os vendilhões do templo, não entenderam aquela revelação! Enquanto Jesus falava de um templo de carne, que era Ele mesmo, eles entenderam que Jesus estava se referindo ao templo de pedra, e até zombaram Dele.
Jesus é o templo vivo de Deus, enxertados Nele, somos também, templos vivos de Deus, seres humanos divinizados, por carregarmos dentro de nós, a essência Divina!
Como seguidores de Jesus, precisamos nos comprometer mais com a construção e com a conservação do templo de vivo de Deus, que é o ser humano na sua totalidade.
Cuidemos do nosso corpo e respeitemos o corpo do outro, pois o meu, e o seu corpo é um Santuário, o templo vivo de Deus.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olivia Coutinho
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